Rio Preto: Novo coronel quer parceria com sociedade

Coronel Luís Henrique Di Jacinto Santos / Foto – Claúdio Lahos

Há mais de duas semanas à frente do comando da Polícia Militar de Rio Preto, coronel Luís Henrique Di Jacinto Santos enfatiza sobre a redução da criminalidade na cidade, em comparação aos anos anteriores, e reforça a importância de segurança para a população.

“A região de Rio Preto do CPI 5 ela tem apresentado indicadores operacionais muito favoráveis, muito bons, a ideia é dar continuidade ao que foi desenvolvido. O planejamento está sendo muito bem elaborado e de uma forma que consigamos transformar esses números na melhor sensação de segurança. Quando falamos de segurança pública tem diferença muito grande entre a segurança e a sensação de segurança, então nossa ideia é mostrar para a população que ela tem que se sentir segura, porque os indicadores operacionais da cidade de Rio Preto e da região indicam isso”, afirma o coronel.

O coronel ponderou também que a cidade registrou o menor índice de roubo dos últimos anos, “Rio Preto, por exemplo, fechou o ano de 2018 com 993 roubos, esse é o menor índice desde 2000, é claro que pra quem sofreu um roubo é impactante, então a nossa ideia é prevenção total. Essa redução de roubos mostra que o patrulhamento está sendo realizado com técnica, está sendo direcionado para os locais onde há uma possibilidade maior de ocorrer o roubo”, disse Santos.

Sobre os desafios a enfrentados pela Polícia Militar, o coronel disse que, “Toda ação violenta contra o cidadão é uma preocupação nossa. Todo o planejamento é voltado para evitar o roubo, o que realmente precisamos melhorar é o comportamento da vítima, isso a gente precisa trabalhar. Por exemplo, a vítima precisa ter alguns cuidados na hora que chega a sua casa, na hora que sai ou quando está em um local sozinha. A pessoa tem que ter um comportamento de cuidado e que pode ser potencializado com alguns mecanismos que melhorem a segurança, como câmera de monitoramento. A ação da vítima deve ser preventiva”, explica Santos.

Carreira

Nascido em São Paulo, coronel Luiz Henrique chegou a Rio Preto aos 7 anos. “Eu sempre falo que eu sou mais caipira do que paulistano e adoro esta cidade. Eu fiz a minha carreira no policiamento rodoviário e tive a oportunidade de comandar dois batalhões da polícia rodoviária, inclusive o batalhão do litoral que pega Anchieta e Imigrantes que é um batalhão bem complexo e depois o batalhão de Araraquara que pega a região de Rio Preto. Comandei o policiamento rodoviário que pega o Estado todo, que são 22 mil quilômetros de rodovia, isso durante dois anos, comandei também a região Central da capital de maio de 2015 a agosto de 2016, foi na época das manifestações, aconteciam três manifestações por dia, em média. Teve uma maior manifestação com mais de 1, 4 milhão de pessoas”, conta.

Coronel Luís Henrique Di Jacinto Santos

O coronel reforça sobre a importância da proximidade com a população. “Em São Paulo, eu aprendi a ter uma parceria muito grande com a comunidade. É importante quando falamos de segurança pública a comunidade também deve participar das discussões de segurança. A participação das pessoas é fundamental”, disse Santos.

 

Equipes do Baep encerram treinamento na próxima sexta

Cidades assistidas de Rio Preto e região terão suporte das equipes do 9º Baep

O treinamento dos policiais integrantes do 9º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) finaliza no dia 5 de abril. “Nós temos acompanhado, e o treinamento é excepcional, o nível dos instrutores que vieram é de uma experiência muito grande no policiamento, então o nível do curso é muito bom. Nós estamos finalizando esse planejamento de como é que vamos empregar este novo Baep”, explica o coronel.

As 96 cidades assistidas pelo CPI 5 de Rio Preto terão suporte das equipes do 9º Baep, “Vamos direcionar para os locais com índice de probabilidade de ocorrência de roubo maior. O planejamento do Baep é prevenção de roubo”, disse Santos.

“Nós estamos na quarta semana de treinamento das equipes. São 208 policiais passando pelo treinamento, ao todo serão cinco semanas, então nós temos cinco grupos divididos fazendo esse alinhamento tático de operações especiais. Cada grupo passa uma semana com uma equipe diferente de Instrutores. Temos o Comando de Operações Especiais (COE), Grupamento de Ações Táticas Especiais (GATE), Rondas e Ostensiva Tobias e Aguiar (ROTA), Terceiro de Choque que é distúrbios civis e o Segundo de Choque que vai instruir policiamento em eventos”, tenente coronel Pedro Augusto Martins Ribeiro.

Os policiais do Baep vão atuar em situações que apresentam necessidade de um reforço

Equipes durante o treinamento de busca e varredura em ambientes internos

maior, principalmente, em ocorrências mais graves. “Estamos fazendo um treinamento de busca e varredura em ambientes internos. O objetivo é melhor a técnica de localização de indivíduos suspeitos dentro de ambiente seja ele qual for”, disse o tenente Joao Gabriel Pires.

Por Mariane DIAS

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