Rio Preto: MP denuncia sócio envolvido em homicídio de advogado por falsificação de apólices

O Ministério Público de São Paulo, por meio do promotor José Márcio Rossetto Leite da 3ª Vara Criminal de Rio Preto, apresentou à justiça uma denúncia contra Claudio Yuri Baptista e Keyssel Eduardo de Oliveira acusados pela morte do advogado José Arthur Vanzella Seba.

Claudio Yuri Baptista era sócio de José Arthur Vanzella Seba que foi assassinado no dia 19 de julho deste ano, em uma emboscada arquitetada pelo próprio sócio que, segundo a Polícia Civil, contratou um matador de aluguel conhecido como “Boiadeiro” que efetuou cinco disparos contra a vítima enquanto estava em um loteamento acompanhada do sócio com a intenção de compra e investimento do local, porém, toda a ação foi pensada e milimetricamente arquitetada para a morte de José Arthur Vanzella Seba.

A Polícia Civil descobriu que Claudio Yuri Baptista, corretor de seguros e sócio da vítima em um escritório, fez ao menos duas apólices de seguro no valor de R$ 1 mi no nome da vítima, no documento Claudio era o beneficiário na morte de José Arthur.

A Polícia Civil pondera também que nas investigações as assinaturas de José Arthur nas apólices de seguro eram falsas, após perícia do Instituto de Criminalística. O sócio pagou ao matador de aluguel – Keyssel Eduardo de Oliveira, aproximadamente, R$ 50 mil para efetuar o crime.

As investigações tiveram início por meio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), o delegado que investigou o caso concluiu a participação de Cláudio Yuri Baptista e Keyssel Eduardo de Oliveira no homicídio e determinou a prisão dos dois criminosos.

“As provas de investigações apontaram uma série de divergências no depoimento inicial do sócio Cláudio Yuri, por isso, ele foi investigado com mais cuidado e descobriu-se uma série de ligações telefônicas entre ele e o boiadeiro na data anterior ao homicídio, com base nisso apresentamos a prisão dos dois”, conta o delegado Wander Solgon.

O promotor espera que os envolvidos sejam condenados a mais de 20 anos de prisão em regime fechado. Em nota o Ministério Público afirmou que “O Promotor de Justiça José Márcio Rossetto Leite sustentará ao Juízo de Direito da 3a Vara Criminal e, posteriormente, ao Tribunal Popular do Júri, que os assassinos praticaram um crime de homicídio triplamente qualificado (artigo 121, parágrafo 2o, incisos I, III e IV), pela torpeza e paga de recompensa, pela crueldade e pelo uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Os réus que estavam presos temporariamente, já tiveram a prisão preventiva decretada pelo Juízo da 3a Vara Criminal a pedido da Polícia e do Ministério Público”.

Por Mariane Dias 

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