Rio Preto: Testemunha falta e júri de taxista morto há 17 anos em Cedral é adiado

GOOGLE MAPS/ARQUIVO - 22/02/18: Uma corrida de táxi acabou com o passageiro morto em sítio na zona rural de do município de Cedral.
Justiça não consegue solucionar o caso que se arrasta desde 2001, advogado abandonou a sessão antes da leitura da sentença desa vez a testemunha faltou.

O Júri da 5º Vara Criminal suspendeu novamente na tarde desta terça-feira (15) o julgamento popular de José Lopes de Almeida acusado de assassinato ocorrido dia 14 de março de 2001, contra o taxista à época com 31 anos, Marcos Vinicius Roselem. O corpo dele foi localizado por um motorista que fazia o transporte escolar numa plantação de café em Cedral-SP a 17 km de Rio Preto.

Por diversas vezes a sessão plenária no Fórum central foi adiada, uma testemunha intimada para prestar depoimento não compareceu, oficiais de Justiça foram informados que o declarante está com a moto quebrada em Sertãozinho. Numa outra ocasião há poucos minutos antes da leitura da sentença o advogado de defesa, Airton Jorge Sarchis, retirou a toga e abandonou salão 101 onde estava sendo realizado a plenária com os debates entre defesa e acusação.

Juiz Cristiano Mikhail interrompeu a sessão determinando prazo de cinco dias para que Lopes contratasse outro advogado. Ao longo do tempo há 17 anos a Justiça Pública não consegue concluir o crime o homicídio qualificado. A vítima faleceu com três tiros de calibre 22, 32, 38, 7.65. Arma foi apreendida pela Polícia Civil local.

O Segundo envolvido na ação penal e corréu, Joaquim Conceição da Silva, teve a pena anulada em sentença do dia 26 abril de 2016, assinada pela magistrada Gláucia Véspoli dos Santos Ramos de Oliveira, ele havia completado 70 anos e pela regra processual não pode ser penalizado.

“Não aguento mais isso, já nem acredito na Justiça, era ele que tinha de ser punido, é réu confesso”. Disse a mãe do taxista Ilda das Graças Roselem de 65 anos, ela que ficou do lado de fora do salão do júri, veio acompanhar a solução da história com filha Mariléia das Graças.

Em audiências judiciais e na fase investigatória, o acusado confessou ser o autor da morte de Roselem e que havia planejado o crime, no entanto em contradição aos fatos alegou ser inocente e que nada tinha feito.

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Segundo a denúncia da Promotoria Joaquim havia contratado Lopes para levar o taxista até a zona rural da execução, dentro do Ômega além do corpo de Vinícius foi encontrado uma calcinha, dinheiro e um bilhete com ameaças ao trabalhador. Investigações concentradas na Delegacia de Investigações Gerais (DIG) apontaram que logo depois ele foi arrastado para dentro da lavoura.

“Meu irmão que precisava do trabalho para sustentar os três filhos caiu numa emboscada, estou aqui sofrendo tomando um monte de remédios”. Conta a irmã Mariléia das Graças, 46, que diz estar sendo ameaçada e já registrou 29 boletins de ocorrência.

Um possível desfecho da história foi remarcado para a próxima terça-feira (22) atual defensor parte do processo, Jose Roberto Arlindo Nogueira Quartieri, não foi localizado pela reportagem do DHOJE em seu escritório para comentar novos desdobramentos do caso e o espaço continua aberto, novo julgamento está previsto para começar às 09h30.

Com relação a testemunha faltante pela segunda vez o juiz Cristiano Mikhail determinou ainda uma multa no valor de dois salários mínimos e que a polícia civil investigue a conduta com base no crime de desobediência.

DA REPORTAGEM:

Colaboração: Guilherme Ramos, às 13h09

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