Rio Preto: Surto de catapora na penitenciária adia júri de travesti queimada com álcool no bairro Mirante

REPRODUÇÃO/FACEBOOK/ARQUIVO PESSOAL: A transexual será julgada por homicídio tentado

A transexual, Olavio Dias do Valle Neto ‘Lavínia’ e Reidinaldo de Jesus Silva ‘Neguinho’, acusado de tentar queimar outra transexual, Leonardo Perpétuo Pereira ‘Hilary’, em junho de 2017, tive o julgamento popular adiado por conta de um surto de catapora na penitenciária de Florínia-SP, onde os réus estão presos, na tarde desta terça-feira (18). Uma nova da foi remarcada para o dia 02 de fevereiro de 2019.

A decisão é do juiz presidente da plenária Cristiano Mikhail da 5º Vara Criminal de Rio Preto. Quatro das cinco testemunhas intimadas a contar o que sabem a favor da vítima não foram encontradas. Da parte de acusação outras cinco estão qualificadas.

“Foram detectados alguns casos isolados de Varicela entre os presos e como é uma doença contagiosa a recomendação é evitar movimentação na viatura. Como não houve a consumação do homicídio a estimativa de pena para os dois [Olavio e Reidinaldo] é de 8 a 12 anos de prisão”, diz o promotor José Márcio Rossetto Leite.

A reportagem do DHOJE Interior tentou um contato com a defesa dos réus no processo, Rubens Gomes, mas ele não retornou aos nossos questionamentos sobre o caso.

Segundo a denúncia da promotoria, Leonardo, foi vítima de uma tentativa de homicídio qualificado na ‘Pensão do Valle’ a rua, Alécio Pereira Araújo, bairro Mirante, zona Norte do município.

Na ocasião, a vítima Leonardo contou aos policiais e também na fase de instrução do caso na Justiça que, devia cerca de R$ 7 mil a título de financiamento para apliques de cabelo, silicone caseiro, além de outras multas arbitradas pela dona da moradia que também é acusada de agressão.

No dia dos fatos o ex-namorado da ré, ‘Lavínia, deu uma carona para ‘Hilary’, acusada pensou que havia um relacionamento de amor entre os dois.

Era meio dia quando o corréu, Reidinaldo, chegou de moto e mandou que a vítima subisse na garupa e seguiram até o pensionato.

Como não tinha levado dinheiro, ela diz que foi agredida com diversos socos e puxões de cabelo pela ré Olavio, que logo em seguida teria ordenado ao segundo acusado, Jesus Silva, que pegasse um litro de álcool.

‘Lavínia’ despejou o inflamável na cabeça da vítima e colocou fogo. Leonardo que sobreviveu as labaredas, ficou internado no HB (Hospital Base) de Rio Preto, teve 20% do corpo queimado, devido à gravidade dos ferimentos passou por tratamento no Hospital de queimados em Bauru-SP (a 213 km) por dois meses.

Um exame de corpo de delito concluiu que as chamas queimaram, fora o cabelo, ombro, braços e a perna esquerda. Dando continuidade à série de violências a ré teria pego ainda uma mangueira e molhado Pereira, mandou que ‘Hilary’ ficasse no banheiro.

“Os indícios de que realizaram a conduta narrada na denúncia demonstram que os acusados representam perigo à ordem pública, tornando-se imperiosa a decretação de sua prisão. A conduta praticada e a maneira como o delito foi cometido, bem como as circunstâncias que permeiam o caso, apontam que os acusados possuem pouco respeito a vida humana”. Diz o juiz na sentença de pronúncia.

Serão ouvidos nesta terça, além das testemunhas de acusação e defesa o promotor Marcio Rosseto Leite do MP (Ministério Público). A plenária de julgamento é aberta ao público.

DA REPORTAGEM:

Colaborou: Guilherme Ramos, às 12h56.

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