Rio Preto: Jovens lideram ranking em casos de sífilis

exame - Para saber se tem a doença ou não, o rio-pretense deve ir até a unidade e procurar por informações médicas

Anteriormente conhecida como Doença Venérea, depois como DST – Doença Sexualmente Transmissível -, agora desde 2015 doenças como sífilis, herpes genital, entre outras, recebem a nomenclatura de IST – Infecção Sexualmente Transmissível, sendo a sífilis a mais recorrente atualmente pelo país.

A doença é transmitida pela bactéria Treponema pallidum, principalmente por via sexual, que não escolhe idade, sexo e nem classe social. De acordo com dados do Ministério da Saúde, os idosos estão mais vulneráveis a infecções sexualmente transmissíveis, sendo que o número de casos de HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana), entre pessoas acima dos 50 anos dobrou na última década. Cerca de 4% a 5% da população acima de 65 anos são portadores do vírus HIV, aumento de aproximadamente 103%. Além da AIDS, a sífilis também tem aumentado sua disseminação entre os idosos.

O cenário é o mesmo por Rio Preto, sendo que de janeiro a setembro deste ano já foram registradas 509 pessoas infectadas com sífilis, sendo seguido por 224 casos de síndrome do corrimento uretral em homem e o terceiro caso mais registrado pelo município dentre as ISTs é o codiloma acuminado (verrugas anogenitais) com 217 pessoas infectadas neste período.

Segundo a enfermeira responsável pelo Complexo de Doenças Transmissíveis em Rio Preto, Vanessa Negreli, os casos de ISTs têm aumentado progressivamente nos últimos anos. “As pessoas têm perdido o medo do HIV e deixaram de usar camisinha, o que faz com que esses dados aumentem. É importante o uso da camisinha, inclusive no sexo oral”, disse. Negreli afirma que pessoas que tenham passado por situação de risco (sexo sem proteção) devem fazer após um mês os exames para identificar se foi infectado por alguma doença sexualmente transmissível.

Dos 509 casos de sífilis registrados pelo município, a faixa etária com maior incidência da doença atinge jovens de 20 a 29 anos, sendo 197 pessoas infectadas. “A incidência é maior nessa faixa etária, pois os jovens são mais sexualmente ativos e também por possuírem maior número de parceiros”, comentou a enfermeira.

A Sífilis aparece como feridas indolores no local da infecção, evoluindo para dores musculares, febre e dor de garganta. A falta de tratamento pode danificar órgãos como cérebro, nervos, olhos e coração, levando a cegueira, paralisia, demência e outros problemas de saúde. O diagnóstico é feito por meio de testes sorológicos e o tratamento não é complexo, caso seja tratado na fase primária da doença.

 

Por Priscila Carvalho

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