Rio Preto já está com estoque zerado em todas as revendedoras de gás de cozinha

Quem precisa comprar gás de cozinha, terá que ter paciência ou apelar para comidas de micro-ondas, se for possível. Em Rio Preto, as 200 revendedoras legais de GLP estão com o estoque zerado desde domingo.

Segundo Éder Freitas, presidente da Associação dos Revendedores de Gás em Rio Preto, o estoque começou a finalizar já na sexta-feira (25). “No domingo zerou tudo e o produto já está em falta desde sábado”, disse.

Ele comentou que até o momento não teve anúncio de aumento nos preços desse produto, mas que diante da falta, muitos revendedores se aproveitaram para subir os preços. “Como o produto estava acabando alguns revendedores desonestos se aproveitaram para aumentar os preços. O botijão de 13 quilos que custa de 70 a 75 reais, estava sendo vendido por até 100 reais”, afirmou.

Mesmo após o final da greve será necessário aproximadamente mais uma semana para normalizar o estoque das revendedoras. “Rio Preto não tem ponto de envasamento de gás, o mais perto é Ribeirão Preto e Paulínia. Em Ribeirão não tem mais gás a granel para envasar e estão esperando a liberação no porto de Santos. Já em Paulínia tem gás, mas os botijões vazios para encher estão presos em bloqueios”, explicou.

Freitas destacou que três carretas carregadas com botijões cheios estão presas em um bloqueio em Bebedouro. “Assim que forem liberadas essas carretas, esse carregamento dá para suprir o início da demanda, mas ainda não será o suficiente”.

Em nota o Sindigás (Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo) informa que algumas praças ainda possuem um estoque mínimo de GLP, apesar da situação caótica do abastecimento do produto em todo o Brasil. Por ele ser armazenável, tem a vantagem de permitir ao consumidor contar com uma reserva, em média, de até 22 dias.

“Grevistas e forças policiais estão permitindo apenas a passagem de caminhões com GLP granel para abastecer serviços essenciais, como hospitais, creches, escolas e presídios. Porém, caminhões com botijões de 13kg, 20kg, 45kg vazios ou cheios com nota fiscal a caminho das revendas não são reconhecidos pelos grevistas como abastecimento de um serviço essencial, o que é um equívoco, pois o produto nessas embalagens também pode ser destinado ao abastecimento de serviços essenciais. O setor de GLP trabalha com uma logística reversa, na qual é imprescindível o retorno dos botijões vazios às bases para serem engarrafados. O Sindigás reitera que há gás nas bases. O problema no abastecimento deve-se às dificuldades de escoamento do produto pelas rodovias do país”, destacou a nota.

Por Priscila CARVALHO

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