Rio Preto está entre as cidades com maior índice de mortes no trânsito

RIO PRETO - Perde apenas para a cidade de Registro

Segundo dados divulgados ontem pela Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados) a mortalidade por acidentes de transportes é a menor já registrada no Estado de São Paulo em 2015. Contrariando esses números, a região de Rio Preto ficou entre as cidades com maiores taxas de mortalidade do Estado, com índice de 23,3 óbitos por 100 mil habitantes, ficando apenas atrás de Registro, com 27,7.

O último levantamento é relativo ao ano de 2015, que apontou que a mortalidade masculina foi cinco vezes maior do que a feminina, sendo que a maioria das vítimas tem idades entre 20 e 24 anos ou são idosos. As mortes por acidentes de motos e bicicletas diminuíram pelo Estado.

De acordo com o estudo, as taxas de mortalidade por acidentes de transportes, para o Estado de São Paulo e o Brasil, durante o período entre 1980 e 2014, estiveram acima de 15 óbitos por 100 mil habitantes, com as taxas paulistas superando as do Brasil até 2000. A partir desse ano, as taxas de mortalidade no Estado passaram a ser inferiores às do país, apesar de ambas terem se mantido elevadas, muitas vezes ultrapassando a marca de 20 óbitos por 100 mil habitantes. Recentemente as reduções tornaram-se mais expressivas no Estado e, em 2015, a taxa atingiu 13,6 óbitos por 100 mil.

Historicamente o Estado de São Paulo teve níveis acima da média nacional, com a implantação do Código Nacional de Trânsito em 1995 houve uma queda de 30% e depois nos anos seguintes se manteve estável”, disse Paulo Borlina Maia, demógrafo do Seade.

Para o demógrafo uma das hipóteses que podem ter influenciado na redução da mortalidade pelo Estado, foi a crise econômica. “Em 2015 tivemos uma queda de 22% nas taxas de mortalidade no Estado de São Paulo, as campanhas nacionais de trânsito colaboraram para que o Estado tenha o nível mais baixo no país. O momento de crise econômica também contribuiu, pois há uma menor circulação de pessoas e que junto com as políticas de controle de trânsito mantém os níveis”, afirmou Maia. De acordo com dados preliminares do levantamento para 2016 (que ainda não foi finalizado) há uma estabilidade que segue na tendência de redução, sendo previsto 8% de queda na mortalidade para o Estado de São Paulo.
Nos municípios menores, as diferenças são ainda mais expressivas. Entre aqueles que contavam com pelo menos 20 mil habitantes, Taquarituba, Miracatu, José Bonifácio e Bastos apresentaram taxas de mortalidade por acidentes de transportes superiores a 40 óbitos por 100 mil habitantes, no período 2014-2015. Por outro lado, São Paulo, Jandira, Santa Rosa de Viterbo, Ferraz de Vasconcelos, São Caetano do Sul, Teodoro Sampaio e Orlândia estiveram entre os de menores taxas, situando-se entre 6 e 8,5 por 100 mil.

 

Por Priscila Carvalho

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