Rio Preto: Detentas de Centro de Ressocialização participam de Jornada da Cidadania e Empregabilidade

Para a diretora do CRF, Ana Lúcia Gil Reis, o momento é de encanto pela possibilidade do recomeço

Hoje durante todo o dia, as detentas do Centro de Ressocialização Feminino de Rio Preto participam da Jornada da Cidadania e Empregabilidade. A ação conta com serviços que serão oferecidos para auxiliá-las na retomada da vida em liberdade e visando o retorno ao mercado de trabalho, após o fim da pena.

A Jornada da Cidadania e Empregabilidade é realizada pela Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), através do grupo de Capacitação, Aperfeiçoamento e Empregabilidade (GCAE), da Coordenadoria de Reintegração Social e Cidadania (CRSC), em parceria com as coordenadorias regionais de unidades prisionais, que tem como objetivo oferecer as reeducandas um conjunto de serviços essenciais para auxiliá-las na retomada da vida em liberdade.

Ana Lúcia Gil Reis, diretora do CRF explica que o trabalho começou com o desejo de reintroduzir essas detentas a sociedade. Atualmente a unidade de Rio Preto tem 213 detentas e possui uma capacidade para 210 mulheres. “A jornada conta com emissão de documentos, orientações sobre reintegração social, atendimento jurídico e de saúde. As meninas do CRF também participaram de palestras que ensinam desde como se comportar, até como se vestir para uma entrevista de emprego e quais qualidades ressaltar”.

Durante a ação foram emitidas 48 novas carteiras de trabalho, feitas por um grupo de funcionários do Poupatempo que estiveram pelo local até às 14h. Para a diretora do CRF o trabalho de atualização dos documentos vem sendo feito constantemente, desde a chegada das detentas ao Centro de Ressocialização, “Normalmente é feito com cada reeducanda que é incluída nessa unidade. A gente já procura ir atualizando essa documentação, tanto que hoje é só para entrega, porque já vem sendo feito. Os funcionários da coordenadoria vêm até aqui, eles nos ajudam e a gente vai fazendo e atualizando a documentação. Só que é bem longe a coordenadoria, então de tempos em tempos eles vem, mas tá sempre atualizado”.

Ao longo do dia as reeducandas fizeram a exposição de trabalhos feitos nas oficinas do CRF e também apresentações artísticas. Para Ana Lúcia Gil Reis, apesar do ambiente e da atual situação dessas mulheres, este é um momento bom, “É meio estranho você tá falando que tá numa cadeia e falar encantador, mas na verdade é isso, é o encanto da vida, é o encanto do recomeço, é o encanto da possibilidade. Eu acho isso tudo muito importante, porque na medida em que você não respeita e não valoriza o outro, ele não se dá valor e ele não vê valor em você também. Então vira todo um desrespeito”, concluiu a diretora do CRF.

 

Por Priscila Carvalho

 

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