Rio Preto: Crianças com câncer ganham festa de Carnaval no HCM

Cerca de 10 crianças em tratamento contra o câncer no Hospital da Criança e Maternidade (HCM) de Rio Preto ganharam na manhã desta segunda-feira (5) uma festa de Carnaval.

O evento teve início às 8 horas e os baixinhos se divertiram junto com os responsáveis, profissionais do setor e o grupo “Amigos de Cuca”, que foram responsáveis pela animação com oficina de máscaras, pintura corporal e muitas brincadeiras.

Além das atrações, regadas de confete e serpentina, o evento contou com músicas temáticas e guloseimas. A festa foi organizada pela equipe multidisciplinar do HCM. De acordo com a psicóloga Jéssica Aires, responsável pela organização da comemoração, eventos como este acabam interferindo no tratamento dos pacientes.

“Trata-se de projetos de humanização feitos em todas as datas comemorativas e são positivos, pois as crianças, que são afastadas do meio social, já que não vão a escola no período de tratamento para terem contato com local fechado, trazem a vivência para  o hospital”, disse a profissional.

Com muita energia e vontade de brincar, as crianças e os responsáveis acabaram tirando o foco total da doença, caindo na folia e esquecendo de todos os problemas. Rosângela das Neves Santana, 45 anos, é mãe do pequeno Nicollas Santana Pereira. Moradores de Catanduva, os dois vieram para o hospital nesta segunda-feira (5) para internação do garoto, que faz sessões de quimioterapia e aproveitaram para curtir a ‘farra’.

“Nós participamos da festa de Natal também e agora estamos aqui novamente, pois é uma atividade positiva, que faz bem a ele, pois você vê que tem pessoas que trazem alegria, o que é mais difícil de encontrar”, disse a desempregada, que confessa que a ação surgiu como uma luz no fim do túnel.

Nicollas tem leucemia desde agosto de 2017, porém só foi diagnosticado em novembro, quando iniciou o tratamento no HCM. “Tudo começou em uma noite que ele começou a sentir uma dor no pulso. Aí eu pensei que ele tivesse torcido e pus uma faixa e mandei ele para a escola, mas a dor continuou muito forte, descendo para a panturrilha, pernas e barriga”, contou Rosângela, que depois de ver o filho vomitando deixou o garoto por 20 dias internado no Hospital Padre Albino, em Catanduva.

“Ele chegou a ser diagnosticado com Chikunguya e voltaram ele para casa, mas só piorou. Foi quando encaminharam ele para Rio Preto, onde venho toda semana para a quimioterapia e acompanhamento”, finalizou a mulher.

Confira as imagens: (Divulgação/Assessoria de Imprensa do Hospital de Base)

DA REPORTAGEM:

Colaboração: Arthur AVILA, às 12h08.

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