Rio Preto cria brigadas para combater o mosquito Aedes aegypti

Rio Preto cria Brigada para combater o mosquito Aedes aegypti

O combate ao mosquito Aedes aegypti não pode parar. A afirmação é do gerente da Vigilância Epidemiológica de Rio Preto, Abner Alves, que enfatiza a importância da união da sociedade na luta contra o mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika. Diariamente, uma legião de fiscais da vigilância percorrem casas, prédios comerciais e industriais para orientar a não deixar acumular água em recipientes, que podem servir de criadouro do mosquito.

O prefeito Edinho Araújo assinou o decreto publicado ontem, no Diário Oficial do Município, referente à implantação da “Brigada contra o Aedes aegypti”, nos prédios públicos. O grupo será capacitado pelos agentes de saúde ambiental e controle de endemias para monitorar possíveis focos do mosquito em áreas pré-determinadas pelas equipes especializadas.

O decreto estabelece a criação em todos os órgãos e entidades da administração direta, indireta e fundacional, equipes de trabalho de brigadistas compostas de no mínimo dois servidores. Cada brigada atuará em seu respectivo órgão. A estimativa é de contar com pelo menos 600 servidores públicos para o início das orientações técnicas e capacitações. A intenção é de que a brigada seja iniciada no começo de 2019.

“A primeira ação é a de mapeamento. Nossos agentes, em conjunto com os brigadistas, farão uma visita nas instituições para identificação dos locais de risco e que podem vir a servir de criadouro do mosquito”, afirma Abner.

Após a identificação dos pontos, é iniciado o trabalho de prevenção, que vai ser repetido  semanalmente pelos servidores brigadistas. “O agente capacita a equipe que vai ficar responsável pelo local que, a partir dessa primeira visita, vai repetir isso de uma maneira sistemática, fazendo uma checagem das armadilhas contra o Aedes aegypti, assim como realizar a manutenção mensal delas”, esclarece o gerente da Vigilância Epidemiológica.

Aumento de casos

A criação da “Brigada contra o Aedes aegypti” ocorre em um momento de avanço de 8% nos casos registrados de dengue em Rio Preto, em relação ao ano passado. De janeiro até final de novembro, o município obteve 593 casos positivos, 41 a mais se comparado com todo o ano de 2017.

Somente no mês de novembro, a Vigilância Epidemiológica registrou 35 casos positivos, contra oito do ano passado. Os meses de abril e maio registraram os maiores índices de pessoas infectadas pelo mosquito transmissor, com 109 e 107 casos diagnosticados.

Segundo Abner Alves, o objetivo é intensificar a luta contra a doença no seu período mais crítico, que vai de dezembro a março. “Estamos em um período que favorece a proliferação do mosquito. O enfrentamento ao mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya é um trabalho de toda sociedade e tem que ser realizado frequentemente. Essa ideia primária é de eliminar qualquer foco nos prédios públicos e, a partir dessa ação, conscientizar todo mundo para prevenção em seu ambiente de trabalho e própria casa”, finaliza.

Por Vinicius MAIA

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