Rio Preto: Com arteterapia, crianças se divertem durante tratamentos

Pequeno Cauã Rezende, de dois anos, coloriu o rosto e as caixas de remédios

Projeto “Colorindo na Internação” já atendeu cerca de 50 crianças em média, desde o lançamento em agosto deste ano; caixas de remédios e frascos de soro se transformam em robôs, carros e castelos.

Ressignificar. Essa é a palavra mais utilizada pelos membros do projeto de extensão da Liga de Medicina Integrativa da Famerp e a arterapeuta Camila Volpe para explicar a arteterapia feita com as crianças internadas em tratamento no Hospital da Criança e Maternidade (HCM) e seus acompanhantes, através do “Colorindo na Internação”.

Desde agosto, data do início dos encontros do projeto, em média 50 crianças passaram pelo 7º andar do HCM, local onde é realizado o projeto, e utilizando caixas de remédios, frascos de soros, entre outros materiais não tóxicos, deram vida nova para as sucatas e também aceleraram o processo de recuperação nos diferentes tratamentos.

“A arteterapia é uma ferramenta de tratamento terapêutico que desenvolve as habilidades emocionais por meio da arte. Então, em vez da terapia ser só uma conversa, a gente utiliza esses recursos para ajudar as pessoas a se expressarem, colocando para fora o que ela está sentindo. Por isso as caixinhas de remédios que a gente trabalha com a ressignificação da dor. E aquilo que parece que é difícil, triste e cansativo, passa a ser colorido, gostoso e leve”, explica a arteterapeuta Camila Volpe, que também cita as melhoras durante os tratamentos das crianças.

“Eles experimentam a textura da tinta na pele, que é uma forma deles brincarem com isso e deixar mais leve a internação deles aqui. Eles também acabam descobrindo o material, até por estarem nessa fase de descoberta. Então, acaba que mesmo no momento de dor, que poderia estar no quarto, deitado, eles não deixam de brincar, interagir e descobrir”, completa.

Coordenadora de extensão da liga, Bruna Fernandes diz que todas as crianças podem participar. “Passamos nos quartos conversando com as enfermeiras e mesmo com os equipamentos ligado nelas, ou máscaras de restrição, todas podem participar”, afirma ela, que conta o que as crianças mais gostam de criar.

“Construir robô, castelo e colorir. Às vezes fazemos a massinha caseira e eles brincam muito. A gente vê que eles perdem o medo, principalmente os menores, que chegam e olham a caixinha em cima da mesa e ficam receosos, mas depois se aproximam, começam a brincar e aquilo se torna natural para eles”, finaliza.

Por Marcelo SCHAFFAUSER

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