Rio Preto: Alunos e professores realizam protesto contra bloqueios de verba da educação

Estudantes, profissionais da educação e sindicalistas se mobilizaram nesta quarta-feira (15) para protestar contra o bloqueio de verbas das universidades públicas e de institutos federais. Os atos também criticam a possibilidade de extinção da vinculação constitucional que assegura recursos para o setor e a proposta de reforma da Previdência.

Ao menos 15 escolas estaduais de Rio Preto e a Unesp ficaram sem aulas nesta quarta-feira (15). Segundo o Ministério da Educação, o bloqueio é de 24,84% nos gastos que incluem contas de água, luz, compra de material básico, contratação de terceirizados e realização de pesquisas.

Sobre o assunto, o integrante da associação dos docentes da Unesp de Rio Preto, Pablo Simpson, disse que, “ Essa greve é uma chamada nacional motivada pelos cortes nas universidades federais. Temos duas ações simultâneas, uma ação por parte dos docentes e dos servidores da universidade. Os Alunos já estão  no Centro da cidade para  promoção da ciência e um pouco das atividades que acontecem na universidade e depois para um engajamento em foi atos, um às 16h e outro 18h30”.

Simpson ponderou também que, “Eu acho que é sempre importante dizer que a universidade pública é responsável por muitos hospitais no Brasil, ela é responsável não só pelo ensino, mas é a única responsável pela ciência que é produzida no Brasil. As universidades paulistas respondem a algo superior a 50% da pesquisa que é feita no país, seja pesquisa de medicamentos, na área da engenharia, na área da computação, na área de preservação do meio ambiente,  esses cortes afetam a pesquisa como um todo no Brasil”.

MEC

O Ministério da Educação (MEC) garante que o bloqueio de recursos se deve a restrições orçamentárias impostas a toda a administração pública federal em função da atual crise financeira e da baixa arrecadação dos cofres públicos. Segundo o MEC, o bloqueio preventivo atingiu apenas 3,4% das verbas discricionárias das universidades federais, cujo orçamento para este ano totaliza R$ 49,6 bilhões. Deste total, segundo o ministério, 85,34% (ou R$ 42,3 bilhões) são despesas obrigatórias com pessoal e não podem ser contingenciadas.

Ainda segundo o ministério, R$ 6,9 bilhões são despesas discricionárias e R$ 0,4 bilhão diz respeito àquelas para cumprimento de emendas parlamentares impositivas – já contingenciadas anteriormente pelo Governo Federal.

Em breve mais informações

Por Mariane Dias

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