Rio-pretenses entram na média nacional e terminam 2017 no vermelho

contas no vermelho - Monitor técnico Erick Faria, deixou uma dívida em aberto. Foto Guilherme Batista

Com saldo negativo. Assim, 40% dos rio-pretenses entrevistados pelo DHoje Interior, seguindo a média nacional de 38%, ou quatro a cada dez consumidores, de acordo com os dados do Indicador de Propensão ao Consumo calculado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), terminaram 2017, seja com alguma conta em atraso, ou com alguma dívida acumulada para os próximos anos.
Um desses acasos é o do monitor técnico, Erick Alexandre Faria, 25 anos. “Conseguir realizar muitos pagamentos, a maioria das contas estão pagas. Porém, ficou uma dívida com uma construtora, onde estou construindo meu apartamento. Cobraram juros abusivos, mas já entrei com processo e está em andamento para resolver e eu pagar somente o que foi orientado. Tenho outra dívida com uma loja de roupas que estou providenciando para acertar e renegociar, para poder fechar esse ano no azul”, afirmou o jovem, que também revelou outro motivo para querer fechar 2018 melhor que o ano passado.

“Como esse ano eu vou casar, também estou fazendo de tudo para não juntar mais dívidas”, finalizou.

Para o economista Raphael Tavares Mantovani, resolver o problema e sair do saldo negativo, uma média que, segundo o especialista, vem se repetindo nos últimos dois anos, a pessoa precisa conhecer seu controle próprio.
“Depois de se conhecer mais e ter um controle sobre os gastos do dia a dia, a dica seria evitar parcelamentos muito longos”, diz o economista, que pede ao consumidor que pense mais no momento de fazer uma compra.
“O que a pessoa precisa se perguntar sempre é ‘se eu quero ou se eu preciso?’. Gastar o dinheiro com o que é necessário, como aluguel, plano de saúde, combustível para trabalhar, enfim, contas que precisam ser quitadas. Além disso, buscar também uma negociação para quitar dívidas com cartão créditos ou cheques especiais”, encerrou.

Por Marcelo SCHAFFAUSER – Redação Jornal Dhoje Interior

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