Réveillon da Represa reúne 5 mil pessoas em Rio Preto

A chuva fina que cobriu Rio Preto durante o dia inteiro de 31 de dezembro de 2017 não atrapalhou a animação do público que foi assistir à Virada do Ano na
Represa Municipal neste domingo: mais de 5 mil pessoas, segundo a Polícia Militar, se animaram com o espetáculo de som e luzes promovido pela Prefeitura de Rio Preto, iniciando o ano de 2018. Nenhum incidente ou caso de desordem foram registrados pela Polícia e pela Guarda Municipal. A festa aconteceu no Anfiteatro Nelson Castro, reformado em junho, e que ganhou concha acústica especialmente para a virada.

Organizado pela Secretaria Municipal de Cultura, o evento foi prestigiado pelo prefeito Edinho Araújo e os secretários Pedro Ganga (Cultura), Ulisses Ramalho (Serviços Gerais) e o administrador da Represa, Washington Novaes, o evento foi transmitido pela TV TEM e animado pelos jornalistas Marisa Amorim (Secretaria de Comunicação) e Marcos Paiva (Revista de Sábado).
Desde as 21 horas, o público foi chegando, munido de guarda-chuvas e capas plásticas. Crianças, grávidas, idosos, famílias com isopor de lanches e bebidas e cadeirantes não se abalaram com o clima. Quem foi previdente, levou até toalha de banho para se proteger dos pingos.
O comércio de capa de chuva foi intenso. David Lira, funcionário de supermercado, fazia bico vendendo capas de chuva a R$ 5. “Vendi 25 capas em uma hora, mas quem chegou mais cedo fez a festa, como meu ‘vizinho’ aqui que já faturou 80 capas. Já estou acostumado nesses eventos, principalmente em jogo de futebol. O povo não perde o show. Esse ano, apesar da chuva, o espetáculo é de primeira,” disse Lira.
A alegria da festa da Represa é atração na região também. A comerciante Maria de Lourdes Araújo, mais conhecida como Vó Mi, dona de um rancho de pamonha conhecido em Guapiaçu, aproveitou todos os momentos da noite. Trouxe o marido João, o irmão que mora no Guarujá e a cunhada e caprichou nos selfies. “Não perco a passagem de ano na Represa, tiro foto com todos do show, tenho mais de 12 mil fotos com artistas. Já participei de cinco cruzeiros marítimos com artistas. Essa banda é maravilhosa. Vou enfrentar qualquer chuva para assistir aos fogos,” disse ela, bem embrulhada numa capa de chuva e dançando o tempo todo.
De Estrela D´Oeste, vieram as primas Ana Paula Cruz, com o marido Denis, e Gracieli Ferreira. Vestidas de longo branco, as duas dançaram o tempo todo rente ao palco, em passos sincronizados. “É a primeira vez que a gente vem, mas não vamos perder mais. Que chuva, que nada! Está uma delícia. Na nossa cidade, não tem disso,” disseram, fazendo grandes elogios à banda.
Animados e dançantes, a arquiteta Adriana Souza Cintra e o comerciante Diego Costa comemoravam dois anos de namoro e anunciaram a novidade: vão se casar este ano. Adriana é de Assis, mas adora Rio Preto. “Estou encantada com esta cidade. Limpa, viva, feliz! Rio Preto oferece cultura, entretenimento, estrutura de sociedade. Quero morar aqui e contribuir com a cidade. Rio Preto está de parabéns por esta festa incrível!”, disse oferecendo uma tacinha de champanhe importada que levou para brindar o momento.
O Réveillon no palco começou com animação do Dj Claudio Gorayeb e em seguida show da Big Time Orchestra, de Curitiba, uma big band refinada e versátil, que atacou repertório do gosto do público e não deixou ninguém parado. Através da música, o grupo contou a história do rock e ainda fez um passeio entre as arquibancadas com alguns integrantes tocando sax e trompetes.
A queima de fogos, com duração de 15 minutos e belo efeito em conjunto com as águas da represa, teve impacto sonoro atenuado este ano, com seleção de artifícios mais suaves, sem morteiros e bateria de tiros.
A segurança foi feita por 200 homens, entre a Polícia Militar, Guarda Municipal e seguranças contratados. O posto do Samu e o dos Bombeiros ficaram ambos próximos à área de acesso ao Anfiteatro e dos 24 banheiros químicos. Não foram registrados atendimentos de emergência.
Além de animado, o público foi ordeiro, conservando a limpeza do local na medida do possível. Nesta segunda-feira, 1º/1, o secretário de Serviços Gerais Ulisses Ramalho vistoriou a área e observou que não houve transtornos, nem lixo acumulado ou vandalismo. “Estava tudo normal, dentro das proporções de um evento,” disse Ramalho.

O trânsito esteve mais lento apenas na saída, por volta de meia-noite e meia do dia 1º, devido às interdições necessárias no entorno da Represa.

Da REDAÇÃO

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