Restaurantes ampliam serviço delivery, aumentam ofertas e deixam de cobrar taxa de entrega

Segundo o especialista em Food Service, Luis Fernando Nardi, um dos entraves para a adaptação dos restaurantes e bares ao serviço de delivery é a adaptação do cardápio; no destaque, o empresário Fernando dos Santos Tubaki (Foto: Cláudio Lahos)

O período vivido, atualmente, pela sociedade é de isolamento social, devido a pandemia do coronavírus (COVID-19). Com isso, proprietários de restaurantes de Rio Preto adotaram o serviço de delivey, com ofertas e deixaram de cobrar taxa de entrega.

A solução de entrega das refeições é, justamente, para reverter a estimativa nacional de um corte, aproximado, de três milhões de vagas, em bares e restaurantes, em 40 dias. Com uma queda no faturamento de 30% a 70%, segundo a Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes).

Dhoje Interior

Ainda segundo a Abrasel, o serviço de delivery movimentou R$ 11 bilhões no ano passado. Viviane Lorençato é proprietária de um restaurante, localizado na Redentora, na Região Sul de Rio Preto, o local recebia, diariamente, centenas de pessoas e para não fechar as portas a empresária passou a oferecer marmitex delivery.

“A gente até tinha esse serviço, mas não era nosso foco. A medida veio com a necessidade dessa crise. Há duas semanas começamos com esse esquema de trabalho, quando houve a paralisação nas escolas. Vimos o que estava acontecendo em outros países devido ao coronavírus, então mudamos as ações”.

Segundo a empresária, os clientes que adotaram a ideia e para não onerar o preço final no momento da entrega não é cobrada taxa, mas apenas o preço da marmita com valor a partir de R$ 10.

“A resposta foi bem positiva, nosso restaurante fica próximo de clínicas, escolas, então todas essas pessoas que sempre almoçavam aqui continuaram com a rotina, porém, agora em casa. Remanejamos toda a equipe, quem ficava na recepção está atendendo os pedidos telefônicos, quem atendia a mesa agora faz o registro dos pedidos e com isso continuamos com toda equipe. Temos cuidado com a higiene, com uso de luvas e álcool em gel em cada entrega”, frisou Viviane.

Fernando dos Santos Tubaki é proprietário de um restaurante japonês. Ele já oferecia o serviço delivery, mas neste período as vendas dobraram no modelo atual. “O meu maior faturamento era em salão, devido a todos esses acontecimentos paramos com esse atendimento e foi uma queda brusca de quase 70% de faturamento. Então a gente teve que se reinventar, intensificamos nosso aplicativo, com empresas de entrega, abrimos linha de telefone para pedido e whatsapp, ou seja, todos os meios possíveis de plataforma que estamos podendo trabalhar para suprir essa demanda. Estamos tendo um aumento de consumo pelo delivery, além de ser uma tendência é o que vai salvar muitos empreendedores”, salientou.

O empresário disse ainda que “oferecemos descontos, acima de R$ 50 a taxa de entrega é grátis, já os combos estão com preços bem abaixo”.

Como alternativa para driblar o cenário atual e fazer com que empresários da área da gastronomia mantenham seus empreendimentos no mercado e no azul, o especialista em Food Service, Luis Fernando Nardi, criou a campanha ‘Vamos Vencer’ que irá auxiliar, de forma gratuita, estabelecimentos que não têm serviço de delivery a implantá-lo, a fim de minimizar os efeitos da quarentena, decretada para conter o avanço do novo coronavírus (Covid–19).

“Isso vai impactar rápido será com uma frequência maior que outros setores talvez. Eu resolvi sair para as ruas e visitar alguns proprietários de bares, cafés, fast-food e eles falaram que estavam totalmente perdidos e que o faturamento já caiu. Com o estabelecimento na rua todos os dias, o local recebe um cliente novo, já quando esse estabelecimento não possui um delivery adequado e estruturado ele acaba atendendo no delivery aquele que é da casa, então ele pode fazer o pedido por telefone, por whatsapp, mas ele não consegue conquistar um cliente novo, porque não divulga, não tem um aplicativo próprio. Ele não está dentro dos market place, então o faturamento vai cair muito ou talvez nem conseguir se pagar ou pagar a equipe”, justificou.

Segundo o especialista em Food Service, um dos entraves para a adaptação dos restaurantes e bares ao serviço de delivery é a adaptação do cardápio.

“Reduzir as opções deixando os itens carro chefe, maior lucratividade e demanda facilitada e retirar aqueles itens de menor saída ou que travam a produção. Depois vem a plataforma com o aplicativo próprio, whatsapp, market place e redes sociais. A outra é a entrega própria, terceirizada ou market place”, observou.

As inscrições para a mentoria gratuita podem ser feitas por meio do e-mail [email protected] .

“Iremos discutir a dificuldade, qual a ajuda e agendar um horário para a consultoria por videoconferência”, finalizou Nardi.

Por Mariane Dias