Representantes de entidades da saúde de Rio Preto se sentem desamparados

ARQUIVO/DHOJE

A falta de representatividade de Rio Preto, por meio de deputados estaduais e federais, saldo das eleições que aconteceram no último domingo (7) e elegeu apenas um único candidato da cidade, assusta e preocupa representantes de instituições ligadas à área da saúde.

A diretora administrativa do Hospital de Base, Amália Tieco da Rocha Sabbag, disse que os resultados das urnas foram surpreendentes e preocupantes.

“Ficamos surpresos com os resultados e preocupados com a falta de representatividade da região, pois achamos muito difícil deputados de fora atenderem as demandas específicas de nossa região!  Então já estamos atrás de alternativas uma vez que o HB hoje não é mais um hospital regional e sim nacional. Vários políticos eleitos já nos ligaram e ofereceram parceria. Inclusive de outros estados, o que nos deixou muito feliz, vamos atrás de alternativas! O que não pode e não vai acontecer é o HB ficar fora das demandas de recursos. Isso não vamos deixar acontecer”, disse.

Para Regina Chueir, diretora da rede Lucy Montoro, Rio Preto passa a ficar de lado uma vez que não é representada por candidatos que não conhecem a cidade.

“Eu estou muito desolada porque tínhamos excelentes representantes e agora não temos ninguém que vai estar nos representado. Cidades menores conseguiram eleger seus candidatos e Rio Preto não. Acredito que a onda Bolsonaro puxou votos de quem nem sabe onde fica Rio Preto menos ainda as nossas necessidades”, comentou.

A representante do Lucy Montoro apoia uma reforma política como meio de solucionar a questão. “Acredito que deveria haver uma reforma política e passar a valer o voto distrital pra isso não acontecer mais. Acho que a saúde vai sofrer. Esses candidatos eleitos são comprometidos com outras questões e regiões. Penso que a nossa vai fica de lado. Lamento muito”, disse.

Já a presidente da AACD em Rio Preto, Adriane Cirelli, a falta de proximidade com os novos eleitos é preocupante e vai dificultar o trabalho da instituição.

“Eu acho que as instituições tem necessidade de representatividade de um olhar familiar. De quem conhece as nossas lutas e necessidades. Os candidatos daqui tinham um olhar de preocupação, legislavam pela nossa região. E é uma grande preocupação. Agora não temos representatividade, não temos mais os nossos representantes que conheciam nossa necessidade, nosso trabalho nossas lutas. Rio Preto agora não tem voz na assembleia. Não estamos mais representados. Não temos mais um olhar de um conhecedor. É muito preocupante”, comentou.

Luiz Carlos Motta (PR) foi o único candidato a deputado federal de Rio Preto eleito, com 73.754 votos. Na eleição anterior, em 2014, a região elegeu quatro deputados federais. Dessa vez, foram três, Fausto Pinato (PP), de Fernandópolis e Geninho Zuliani (DEM), por Olímpia, além de Mota.

Para deputados estaduais foram eleitos da região Itamar Borges (MDB), com domicílio eleitoral em Santa Fé do Sul, Carlão Pignatari (PSDB), Votuporanga, e Roque Barbieri (PTB), Birigui. Em 2014, a região elegeu oito deputados estaduais. Entre os três reeleitos, em 2018, nenhum é de Rio Preto.

A Câmara dos Deputados é composta por 513 parlamentares. São Paulo tem a maior bancada, com 70 deputados federais, por conta da proporção populacional. Já na esfera estadual, a Assembleia Legislativa de São Paulo tem 94 deputados.

Thais COVRE

COMPARTILHAR

SEM COMENTÁRIOS