Repercussão: Presidente do TRF-4 assina exoneração de Sérgio Moro

Foto Arquivo/Agência BRASIL

O presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), desembargador federal Thompson Flores, assinou, na tarde desta sexta-feira (16), o ato de exoneração do juiz federal Sérgio Moro, que tem vigência a partir de segunda- -feira (19).

Para assumir o cargo, o juiz teve que pedir a exoneração da função atual. “Não existe a possibilidade legal de afastamento para o juiz. Se for assumir qualquer outra função, salvo uma e única, que é a de professor, o juiz tem que se exonerar. Agora eu entendo que o futuro Ministro Sérgio Moro fez uma escolha, deixando o Poder Judiciário para assumir cargo no Poder Executivo”, explicou o juiz da Vara da Infância e Juventude de Rio Preto, Evandro Pelarin. Moro deixa o cargo porque aceitou o convite do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) para chefiar o Ministério da Justiça e Segurança Pública a partir de 2019.

O pedido de exoneração do titular da 13ª Vara Federal de Curitiba, responsável pelos processos da Lava Jato em 1º grau, foi recebido por Thompson Flores. Nele, Moro justificou o motivo da antecipação do pedido de exoneração, já que pretendia fazê-lo em janeiro próximo à posse como ministro. O juiz federal citou seu orgulho por ter exercido a magistratura por mais de duas décadas.

“Destaco meu orgulho pessoal de ter exercido durante 22 anos o cargo de juiz federal e de ter integrado os quadros da Justiça Federal brasileira, verdadeira instituição republicana.” Sérgio Moro foi convidado pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro, para assumir o Ministério da Justiça, cujo foco será concentrado em duas frentes: o combate à corrupção e ao crime organizado.

A pasta deverá agregar o Ministério da Segurança Pública e parte do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

 

Da REPORTAGEM

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