Registro na Capital acende sinal de alerta em Rio Preto

O sarampo é altamente contagioso e de fácil contágio

Há pelo menos 20 anos, Rio Preto não registra casos de sarampo, mas após o primeiro caso autóctone (contágio dentro da cidade) registrado na capital, São Paulo, o município faz um alerta à população.

“Em Rio Preto, a cobertura vacinal para as crianças está acima da meta recomendada pelo Ministério da Saúde, que é de 95%. Nas crianças de um ano, no período de janeiro a abril de 2019, a cobertura de 1ª dose é de 108,93% e para a 2ª dose de 98,74%. As quedas nas coberturas ocorrem por conta de diversos fatores como medo de eventos adversos e pouca valorização da importância da vacina porque muitas doenças estão controladas”, disse em nota a Secretaria de Saúde.

Altamente contagioso, o sarampo é transmitido pela saliva ou secreções expelidas quando o infectado tosse, espirra ou fala. “Febre acima de 38,5°C, tosse, coriza e manchas vermelhas na pele são alguns sintomas. As complicações decorrentes da doença podem levar até mesmo à morte”, disse a médica pediatra Marcia Wakai Catelan.

Não há um tratamento específico para o sarampo. A vacina tríplice viral contra sarampo, caxumba e rubéola está disponível nas unidades de saúde como vacina de rotina. Adultos e crianças podem ser imunizados e, segundo o Ministério da Saúde, somente a imunização com as doses pode prevenir com eficácia as doenças. Rio Preto não está em campanha e a demanda está dentro do habitual, segundo a Secretaria de Saúde.

O último caso de sarampo na cidade foi registrado no ano de 1999.

Novo caso na Capital

Após quatro anos sem registros de sarampo, São Paulo registou o primeiro caso autóctone no final de maio deste ano. Após isso, a cidade começou ontem (10) a campanha de vacinação contra a doença. Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, a meta é imunizar 2,9 milhões de pessoas de 15 a 29 anos até 12 de julho.

O fato de haver uma transmissão local aumenta o nível de alerta da secretaria, que indica que o vírus já pode estar em circulação no município.

O boletim epidemiológico do Ministério da Saúde de 16 de maio mostra que 36 casos já tinham sido registrados em todo o Estado de São Paulo.

Por Jaqueline BARROS

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