Região tem 2ª Maior taxa de suicídio do estado entre os 40 e 59 anos

Segundo Seade taxa foi de 11,0 mortes por 100 mil habitantes

A Região de Rio Preto, que engloba aproximadamente 100 municípios tem a segunda maior taxa de suicídios do Estado de São Paulo na faixa etária entre os 40 e 59 anos. A taxa ficou em 11 mortes por 100 mil habitantes. A informação é da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade).
Os dados foram divulgados em comemoração ao Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio celebrado no último sábado (10). Nessa faixa etária, a região com maior número de suicídios é Marília, com taxa de 12,5. Em terceiro com maior taxa de suicídios está a região de Barretos com 10. Os dados da taxa de mortalidade por suicídio, por grupos de idade levam em consideração os anos de 2013 e 2014.
A região de Rio Preto não registrou suicídios na faixa etária dos 10 aos 14 anos. A maior taxa nessa faixa etária é de 2,7 na região de Bauru. Na região de Presidente Prudente a taxa é de 1,8.  Na região de São José dos Campos a taxa chegava a 1,2. 
Já na faixa etária dos 15 aos 39 anos, a taxa de suicídio na nossa região ficou em 7,8, a oitava do Estado. A primeira foi para a região Central, que ficou com taxa de 11,7, seguida da região de Itapeva (10,4) seguida da região de Ribeirão Preto (9,5) e de Sorocaba (9,5).
Quando se leva em consideração os moradores com 60 anos ou mais, a taxa fica em 7,0 na região de Rio Preto, a sétima posição do Estado de São Paulo. A primeira é Marília com 10,6, seguida de Ribeirão Preto 10,2. A região Central ficou com taxa de 9,5.
Predominância no sexo masculino
Os suicídios são predominantes na população do sexo masculino conforme aponta o estudo. Entre 2013 e 2014, 80% das vítimas de suicídio que ocorreram no Estado de São Paulo eram em homens, enquanto que 72,3% estavam na faixa etária entre os 15 e 64 anos. 
As mulheres respondem por 20% dos homicídios registrados no estado. Essas mortes ocorreram principalmente entre os 25 e 54 anos.
Circunstâncias
A pesquisa também aponta as circunstâncias da mortalidade. Para ambos os sexos, a morte por sufocação/enforcamento aparece em primeiro lugar, correspondendo a 66,3% dos suicídios entre os homens e a 43,1% entre as mulheres.  
Entre os homens, o uso de armas de fogo, com 10,3% dos casos aparece como o segundo meio mais utilizado, seguido do envenenamento (5,1%) e pelas quedas (5,0%). Entre as mulheres, se destacam os envenenamentos (11,8%), quedas (11,3%), intoxicação por drogas lícitas e ilícitas (10,9%) e queimaduras (7,1%).
“A diferença entre os métodos utilizados para o suicídio segundo o sexo também tem sido observada em alguns países europeus, como Portugal, Alemanha, Hungria e Irlanda. De certa forma, tal diferença explicaria, em parte, a maior incidência de mortes entre os homens, pois sua escolha costuma privilegiar técnicas mais eficientes, como armas de fogo, que àquelas utilizadas pelas mulheres, como intoxicações por veneno, medicamentos e queimaduras. A distinção entre os meios utilizados para cometer o suicídio explicaria porque, apesar de existirem mais tentativas de suicídios entre as mulheres, a mortalidade é maior entre os homens. Entretanto, alguns estudos também têm mostrado que mesmo quando os homens usam métodos menos eficientes, o resultado é maior e mais eficaz do que entre as mulheres”, aponta o estudo.
Confira o gráfico do Seade:
Taxas de mortalidade por suicídio / Fundação Seade
Da Redação
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