Reeducandos do CPP pintam escola estadual

O trabalho faz parte do Projeto “Via Rápida Expresso”, que oferece curso de pintura a 1.225 reeducandos que aprendem como fazer na prática. Em Rio Preto, 22 detentos participaram do projeto e pintaram a Escola Estadual Professora Leonor da Silva Carramona, no Jardim Vitória Régia.

Pensando na ressocialização dos reeducandos do Centro de Progressão Penitenciária (CPP), a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) e Secretaria de Estado da Educação realizaram curso de pintura para os detentos e como conclusão, 1.225 presos tiveram que pintar as escolas estaduais em todo Estado de São Paulo.
Em Rio Preto, a instituição escolhida foi a Professora Leonor da Silva Carramona, no Jardim Vitória Régia. No total, foram 48 escolas.

O reeducando D.F.G., 40 anos, com pena de 21 anos por roubo, não escondia a alegria ao praticar tudo que aprendeu na aula teórica. “Está sendo muito gratificante, porque estou aprendendo uma nova profissão para no dia que eu sair, possa ter uma vida digna. Além disso, aqui o tempo passa rápido e ocupamos a cabeça.”

Por ter sempre trabalhado dentro do centro, ele conseguiu cumprir a pena e a saída está marcada para semana que vem. “Quero continuar com esse serviço.”
Além de D.F.G., outros 22 reeducandos foram selecionados para receber qualificação profissional por meio do Programa Via Rápido Expresso, que oferece aulas práticas em equipamentos públicos.

Os cursos possuem dois módulos, divididos em 25 horas de aulas teóricas e 75 horas de práticas. Os municípios foram escolhidos de acordo com a demanda de reeducandos na região. Na rede estadual, sempre nos meses que antecedem a volta às aulas, a Secretaria da Educação organiza aulas práticas de manutenção e limpeza nos prédios. “A previsão é de que eles terminem antes do retorno dos alunos [hoje]. No ano passado, foram pintadas 42 escolas em todo o Estado. O sucesso da iniciativa garantiu a sua ampliação em 2017. Para o semestre desse ano, há previsão de novas pinturas em mais 48 unidades escolares”, explicou o diretor substituto do CPP Heffrem Roberley Saes de Lima.

Luiz Cestonaro, diretor do Centro do Trabalho e Educação do CPP, afirma que isso é muito importante para reintegrar os presos à sociedade. “Nós precisamos apoiar eles, para ter um trabalho quando sair, se não fica complicado.”

A diretora da escola, Cristina de Carvalho, afirma que esse tipo de trabalho é importante tanto para o Estado quanto para os presos. “Eles ocupam a cabeça e fazem um trabalho bem feito em menos de 30 dias, porque são mais pessoas trabalhando.”

Para o mês de julho, já está programado para eles pintarem a escola Professor Oscar Salgado Bueno.

 

Por Franklin Catan

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