Receptador de celular de jovem assassinada após dar carona é preso pela PM no Sinibaldi

Policiais militares de Rio Preto prenderam nesta quarta-feira, em uma construção no bairro Sinibaldi, Daniel Theodoro, que estava sendo procurado pela polícia e justiça mineira pela receptação do telefone celular da radiologista Kelly Cristina Cadamuro, 22, estuprada e morta por estrangulamento em 2 de novembro do ano passado. O corpo seminu da jovem foi encontrado entre as cidades de Frutal e Itapagipe, em Minas Gerais, com hematomas, amarrado e com uma corda utilizada na asfixia.

Segundo o tenente Luiz Gustavo Pagotto Lima, assim que foi abordado, o acusado tentou se fazer passar por outra pessoa. “Daniel deu um nome falso, mas como sua imagem já era conhecida, demos voz de prisão e o trouxemos até a Central de Flagrantes, onde está sendo feita a comunicação de sua captura para a Polícia Civil de Minas”, informa o oficial.

O CRIME

De acordo com o Ministério Público de Minas Gerais, Kelly foi estuprada antes de ser assassinada por Jonathan Pereira do Prado, 33, a quem ela havia dado carona em um acordo combinado pelo whatsapp.

Durante as investigações policiais foi apurado que Prado, fugitivo do sistema prisional, passou a participar de grupos do aplicativo formados por interessados em dividir despesas de viagens entre os municípios de Campina Verde e Itapagipe, ambos em Minas, e Rio Preto. Ele admitiu que queria roubar o veículo da vítima.

Denunciado por latrocínio, estupro, ocultação de cadáver e fraude processual, além do agravante de ser reincidente e ter cometido o crime por meio cruel, em estado de embriaguez e mediante recurso que dificultou a defesa de Kelly, Prado assumiu a autoria do homicídio, mas nega a violência sexual.

RECEPTAÇÃO

Conforme a denúncia, na manhã do dia seguinte ao do crime, o assassino foi até a estrada rural que liga Mirassol ao Distrito de Mirassolândia, na região denominada Barra Grande, e contatou seu primo para que adquirisse pneus e rodas do veículo, bolsas, perfume, sapatos, chinelos e um aparelho toca-cds da radiologista. No mesmo dia, à tarde, um Daniel Theodoro adquiriu o celular da vítima.

Por – Daniele Jammal 

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