Recém-nascida com hipoplasia do coração é transferida para hospital em São Paulo

Uma bebê de apenas cinco dias diagnosticada com síndrome de hipoplasia do coração esquerdo foi transferida, neste fim de semana, do Hospital da Criança e Maternidade (HCM) de Rio Preto ao Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo para procedimento cirúrgico.

A bebê estava internada na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) da Cardiologia Pediátrica. Assistida pela equipe de profissionais, os familiares foram comunicados pelo médico que não seria feito procedimento cirúrgico na paciente, pois havia risco de morte.

Dhoje Interior

A família se mobilizou ao saber que outra criança que apresentou quadro semelhante havia sido transferida ao Hospital Beneficência Portuguesa, na capital, e havia tido sucesso na cirurgia.

Os pais, por meio de uma liminar, conseguiram a remoção da bebê, com todo o suporte necessário, até São Paulo.

A família chegou a ser informada que no hospital paulistano não havia vaga para a recém-nascida. A cirurgia em bebê que tem a hipoplasia do coração esquerdo deve ser feita até o sétimo dia de vida, após esse período o risco de morte aumenta.

A assessoria de imprensa do HCM informou que a bebê foi transferida ainda no fim de semana para São Paulo.

Hipoplasia do coração esquerdo

A síndrome da hipoplasia do coração esquerdo (SHCE) é responsável por 2% dos defeitos congênitos do coração, o lado esquerdo do órgão fica subdesenvolvido. Enquanto o bebê está no útero e até nos primeiros dias de vida, o canal fica aberto. O fluxo sanguíneo em direção ao organismo é apenas mantido porque o canal arterial continua aberto.

Assim que o canal se fecha, como ocorre normalmente após o nascimento, há um fluxo muito pequeno de sangue para o corpo. Com isso, o bebê morre se o defeito não for reparado por processo cirúrgico de maneira imediata.

Por Mariane Dias