Quase 20% dos frequentadores do Bom Prato estão desempregados

Na unidade de Rio Preto já foram investidos mais de R$ 11 milhões

A crise no país, vivida nos últimos anos, revelou um número interessante na pesquisa da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social de São Paulo (SEDS), realizada para conhecer os perfis dos usuários dos restaurantes Bom Prato, espalhados pelo Estado. De acordo com os dados levantados pela Coordenadoria de Segurança Alimentar e Nutricional (Cosan) da SEDS, que entrevistou 2.533 frequentadores, no período de abril de 2016 a março de 2017, 17,4% dos frequentadores estão desempregados. O número aponta aumento de 9,4% em relação à última pesquisa feita em 2015.
Essa é a primeira vez que uma pesquisa realizada para conhecer o perfil dos usuários do Bom Prato mostra um aumento do número de desempregados frequentadores do local.
Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Social de São Paulo os dados da pesquisa são um reflexo pontual da crise econômica. “Essa demanda ocorre devido à qualidade comprovada do Bom Prato. O programa tem se mostrado um eficiente meio para garantir economia e refeição saudável para esse novo cenário econômico do país. Servimos mais de 85 mil refeições diárias no Estado de São Paulo”, afirmou a pasta, em nota enviada.
Ainda em relação sobre a mudança de perfil dos frequentadores, os números mostram que pessoas com carteira assinada correspondem a 19,8% dos usuários do Bom Prato, o que registra uma queda em relação à pesquisa feita em 2015, quando 24% dos frequentadores tinham carteira assinada. Completam a lista de usuários do Bom Prato, aposentados, 37,1%, autônomos, 13,7%, estudantes, 6%, pessoas que fazem bico, 0,8%, e outros 9,6%.
Criado no ano 2000, o programa conta com 52 unidades espalhadas pelo Estado. Ainda segundo a Secretaria de Desenvolvimento Social de São Paulo, a próxima unidade do Bom Prato deverá ser na cidade de Barretos, ainda sem data para a inauguração.
Em Rio Preto, na unidade criada em junho de 2004, já foram investidos R$ 11,7 milhões, entre custos com refeições e infraestrutura. Ao todo, já foram servidas mais de 4,4 milhões de refeições na cidade, entre café da manhã, que custa R$ 0,50, e almoço, com o preço de R$ 1. Sobre a possibilidade de incluir o jantar no Programa, a Secretaria disse que não há previsão para o aumento desse serviço.

Por Marcelo SCHAFFAUSER – redação Jornal Dhoje Interior

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