Qualidade do ar em Rio Preto fica acima da média da OMS

Foto - Cláudio LAHOS

A sede da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) em São José do Rio Preto divulgou que a qualidade do ar no município foi considerada boa deste fim de semana até esta terça-feira (26).

De acordo com os dados, a quantidade de micropartículas inaláveis no ar estava em 8 microgramas de MP2,5/m³ (material particulado, um dos principais poluentes), 20% abaixo do valor guia da OMS (Organização Mundial da Saúde) de até 10 microgramas de MP2,5/m³ (média anual).

Dhoje Interior

“As condições meteorológicas da cidade foram fatores determinantes para essa melhora. Fazia 38 dias que não havia chuva, e neste fim de semana ela aconteceu”, explicou o engenheiro civil e sanitarista da Cetesb, José Mario Ferreira de Andrade.

A umidade relativa do ar estava em 89% nesta terça-feira (26), acima dos 60% recomendados pela OMS.

Ainda segundo o engenheiro, não é possível estabelecer uma relação entre a quarentena e a melhora no índice de qualidade do ar no município.

“As frotas representam uma parcela muito pequena dos fatores poluentes em Rio Preto. Em regiões metropolitanas como São Paulo, a quarentena causa mais impacto, mas em Rio Preto os principais influenciadores na qualidade do ar são as queimadas, que são comuns nesta época do ano, e as condições meteorológicas, como por exemplo, quando ficamos muito tempo sem chuvas”, afirmou.

O MP2,5, que ficou abaixo da média na cidade, é micropartícula fina, inalável, que fica suspensa no ar e pode atingir a corrente sanguínea humana, causando doenças respiratórias.

“Ter um aumento na qualidade do ar neste período de pandemia e de estiagem ganha ainda mais importância”, frisou.

A previsão é de que a qualidade diminua um pouco nos próximos dias, devido a ausência de chuva.

Por Vinicius LIMA