Proximidade do verão alerta para cuidados contra doenças transmitidas pelo Aedes aegypti

Foto Divulgação

Dados da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, divulgados recentemente,
apontam que o número de casos de dengue no estado dobrou em 2018, se comparado
ao mesmo período em 2017. De janeiro a setembro do ano passado foram registrados
4.611 casos, enquanto neste ano foram 9.332.

Com a proximidade do verão, época do ano com maior risco de transmissão da doença, o quadro mostrado torna ainda mais urgente alertar a população sobre as ações de
prevenção ao mosquito Aedes aegypti.

Ainda nos últimos dois anos, segundo dados do Ministério da Saúde, o país registrou um de seus surtos mais expressivos da febre amarela, principalmente em estados da região Sudeste, quando foram registrados 779 casos humanos e 262 óbitos.

“Daí a necessidade de estados e municípios reforçarem as estratégias de intensificação
da vigilância e da vacinação em todo o país, especialmente para essa época do ano”, diz o Biólogo Luiz Eloy Pereira, vice-presidente do CrBio-01 – Conselho Regional de Biologia – 1ª Região (SP, MT e MS).

Alessandra Faria foi uma das vitimas do mosquito Aedes aegypt. Há cinco anos a cozinheira foi infectada pelo vírus da dengue quando seu filho mais novo tinha apenas um ano. Alessandra lembra o quanto foi dificultoso tratar da doença e ao mesmo tempo cuidar do filho, por isso quando se recuperou dobrou o cuidado em casa contra
a proliferação do mosquito.

“Infelizmente eu tive que passar por todo um desconforto para entender a importância que tem cada atitude contra o Aedes aegypt. Aqui em casa nós não deixamos juntar uma grande quantidade de garrafas, mas as poucas que tem colocamos de cabeça para baixo, sempre peço para minha filha jogar água sanitária no vaso e tampar os ralos quando ela vai limpar o banheiro, quase não temos plantas, mas a única que tenho
não deixo água parada, não quero que ninguém em casa sofra o que sofri”, conta Faria.

Bem adaptado às zonas urbanas, o Aedes aegypti se reproduz colocando ovos em
locais com água parada. Portanto, uma das principais ações de prevenção ao mosquito é eliminar esses possíveis focos.

“São as velhas dicas de cuidado com armazenamento irregular de pneus, pratos de vasos de planta, garrafas e outros objetos onde geralmente ocorrem acúmulo de água”, lembra o Biólogo. Ele ainda diz que o ideal é dar início à campanha de conscientização antes de um novo surto se instalar.

“A melhor jeito de evitar o mosquito é impedindo sua reprodução”. Abaixo, o vice-presidente do CRBio-01 lembra alguns cuidados que devem ser tomados para não criar ambientes propícios à reprodução do mosquito:

– Tonéis e caixas d’água devem estar bem fechadas;
– Fazer a manutenção periódica da limpeza das calhas;
– Armazenar garrafas com a boca para baixo;
– Utilizar tela nos ralos;
– Manter lixeiras sempre bem tampadas;
– Colocar areia nos pratos de vasos de plantas;
– Limpar os bebedouros de animais com escova ou bucha;
– Acondicionar pneus em locais cobertos;                                                                    – Eliminar água sobre as lajes;
– Fazer a coleta e eliminar detritos e entulhos em quintais e jardins.

 

Da REPORTAGEM

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