Protesto contra medidas do Governo Bolsonaro reúne centenas em Rio Preto

Centenas se organizaram para protestar contra corte de verbas e Reforma da Previdência (Foto: Ygor Andrade)

Ontem, às 18h, em frente à Câmara Municipal de Rio Preto, aconteceu uma manifestação contra as medidas adotadas pelo Governo Bolsonaro.

Articulada pela UNE (União Nacional dos Estudantes) e pela UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas) e com adesão da CUT, a manifestação faz parte de uma agenda pré-estabelecida de protestos que devem acontecer até o final do mês de junho.
O próximo ato está marcado para o próximo dia 14, quando acontece uma greve geral.

A pauta destes protestos girou, basicamente, em torno do corte de verbas para a Educação, o que o Governo de Jair Bolsonaro tem chamado de contingenciamento de gastos e também contra a Reforma da Previdência.

A princípio pessoas ligadas aos grupos em cada cidade haviam confirmado que 150 municípios em todo o Brasil sinalizaram participação nos atos.

Segundo informações, a expectativa do número de participantes deste protesto era de duas mil pessoas, ou algo próximo a este número, já que foi essa a quantidade de pessoas que esteve presente na última manifestação. Informações extraoficiais de policiais militares apontam que o número chegou a mais ou menos 1.200 pessoas.

A estudante Ângela Mharia, de 19 anos, disse que “o movimento é legítimo, inteligente e não tem a menor intenção de recuar. Nossas pautas estão baseadas no que é coerente; a educação precisa ser recuperada. Só assim o Brasil terá um futuro”.

O chefe de limpeza Eduardo Flores, de 38 anos, compartilha das mesmas ideias. “Vamos fazer com que nossas vozes sejam ouvidas. Nós precisamos deixar um país estruturado para as próximas gerações”, sinalizou.

Mas também havia no local quem estivesse apenas para observar, mas sem concordar com os atos. Guilherme Moreira, 45 anos, motorista, disse que “não precisamos disso. Precisamos trabalhar, isso vai fazer as coisas melhorarem”.

Até o fechamento desta edição, nenhum ato de violência havia sido registrado.

Por Ygor Andrade

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