Projeto de alunos da Faceres ajuda idosa de 79 anos

Foto Claudio Lahos

Os alunos acompanharam o caso de uma idosa, de 79 anos, diagnosticada com diabetes, que morava sozinha. Nas primeiras visitas, perceberam que a senhora estava com alguns problemas. O principal deles era a dosagem errada da medicação

Entre os trabalhos apresentados pelos alunos de Medicina da Faceres, na 9ª edição do Fórum do Projeto Terapêutico Singular, está o desenvolvido por Marcela Mendonça, Letícia Nunes e Leonardo Guerra no Programa de Integração Comunitário. A disciplina, realizada em parceria com a Secretaria de Saúde de Rio Preto, ajuda pacientes em situação de vulnerabilidade. O trabalho desenvolvido pelos alunos mostra de que forma o atendimento mais próximo ao paciente pode trazer resultados positivos à vida de quem precisa de auxílio.

Os alunos acompanharam o caso de uma idosa, de 79 anos, diagnosticada com diabetes, que morava sozinha. Nas primeiras visitas, perceberam que a senhora estava com alguns problemas. O principal deles era a dosagem errada da medicação. Ela tinha dificuldade de administrar não apenas a insulina, mas também os remédios de pressão. “A gente percebeu que estava totalmente descompensando as questões dos remédios. Ela não estava tomando da forma correta”, comenta os estudantes.

A administração errada dos medicamentos estava diretamente relacionada à falta de assistência à idosa. Ela precisava de ajuda não só para tomar os remédios, mas também de locomoção. Com as visitas, a equipe de saúde percebeu que a senhora estava em situação de negligência e abandono de idoso. A família foi notificada pela segunda vez, o mesmo já tinha sido feito em 2006. “Ela é uma idosa que não pode ficar sozinha, precisa de assistência todos os dias. Caso contrário, poderia sofrer um quadro grave a qualquer momento”, explica.

Como definem os alunos, foi uma situação trágica que resultou em um desfecho positivo ao caso da idosa. A senhora passou mal e foi encontrada por uma vizinha, desacorda dentro de casa. “Esse episódio, infelizmente, trágico foi um marco, porque resultou na atenção dos filhos para esse problema. Precisou que houvesse esse problema para que os filhos se atentassem. A gente chegou ao que a gente queria, porque hoje ela mora com o filho e está sendo assistida. A dose de insulina e dos medicamentos foram todas revisadas. Ela está sendo bem medicada, orientada e assistida”, destacou os estudantes.

Os estudantes destacaram também a importância do trabalho em equipe no tratamento do paciente. “O que eu vou levar dessa experiência é isso, o conjunto. Você saber que a sua opinião é importante, mas sozinha não é nada. Você precisa dos outros. Foi bem bacana de perceber isso na estratégia de saúde da família. Saber que cada um soma. Saber que essa junção, todo mundo pensando junto em prol do paciente, com certeza, leva o que a gente quer: melhor qualidade de vida do paciente em si, trazendo uma resolução para o caso”, finalizou.

Por Leandro BRITO

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