Profissionais passam Natal e Ano Novo no trabalho

Para alguns trabalhadores não há comemoração com a família no Natal e no Ano Novo. As datas são passadas com colegas em hospitais, delegacias, quarteis, cozinhas de restaurantes e hotéis, redações de jornais, emissoras de TV, frentistas de postos de combustível, e até na estrada.

Recreador há quatro anos, Gabriel Silveira, 19, já se acostumou com essa rotina fora do comum. “Sempre passei com amigos e familiares até que surgiu a oportunidade de prestar serviços de recreação em hotéis. Aceitei por precisar do dinheiro e depois acabei me adaptando. Hoje, acho até estranho ficar em casa nessas datas, tanto que estou indo para o meu quinto ano trabalhando nas viradas”, afirma.

Aos 61 anos, José Carlos Almeida Gomes é recepcionista há cinco. “Nesse tempo me programei e sinto que meu trabalho transforma o Ano Novo de outras pessoas em uma data melhor e isso já vale para mim. Tive clientes que chegaram das festas depois da meia-noite e quiseram fazer companhia, porque acharam que estava triste por passar a comemoração sozinho. No Natal e Reveillon as pessoas ficam mais solidárias”, opina.
Silveira recorda que antes de passar o fim de ano trabalhando costumava cear apenas com a mãe e irmã, porque os tios apareciam e depois iam embora. “Minha companheira é minha mãe, por isso passo algumas horas antes com ela, como se fosse o nosso Natal e nossa virada do Ano Novo. É algo simbólico, mas valioso para mim”, acrescenta.
(Colaborou Thais Lobato)

 

Da REPORTAGEM

COMPARTILHAR

SEM COMENTÁRIOS