Professores da rede particular de ensino promovem manifestação em Rio Preto

Apesar de pacífica, equipes da PM e GCM estiveram presentes durante a manifestação

Professores da rede particular de ensino manifestaram na manhã desta quarta-feira (23), em Rio Preto. A ação faz parte do movimento estadual que reivindica a continuidade de direitos já garantidos pelos trabalhadores e que podem ser retirados devido à reforma trabalhista. Em Rio Preto dois colégios particulares, Kelvin e Coopen, já aderiram ao movimento, além de outras 33 instituições particulares de ensino, em São Paulo.

De acordo com o Sindicato dos Professores de Rio Preto (SINPRO) cerca de 1500 professores trabalham na educação básica de escolas particulares. A manifestação organizada pelo SINPRO reuniu aproximadamente 20 sindicalizados que entregaram panfletos e reivindicaram com faixas, em frente a um colégio particular no bairro Boa Vista. A escolha desse local não foi por acaso. O proprietário dessa instituição educacional, Antônio Carlos Tozzo, também é presidente do sindicato patronal do setor, SINEPE (Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino Básico de Rio Preto).

Os profissionais alegam que o sindicato patronal quer suprimir direitos como: fim do pagamento da Participação nos Lucros e Resultados; o fim da semestralidade (garantia para que o professor não seja demitido no meio do semestre); limitação das bolsas de estudos para um filho por professor; dentre outras que somadas são vinte propostas.

Os sindicalistas alegam que essas 20 propostas trarão instabilidade e precariedade aos profissionais, gerando uma relação de trabalho mais desigual. “Estamos paralisados por causa de cláusulas sociais. A classe patronal, infelizmente, com a reforma trabalhista quer tirar 20 itens da convenção nossa. Não foi uma reforma trabalhista, foi uma demolição trabalhista, quem paga como sempre é o trabalhador”, afirmou Edimar Delmasquio, presidente do SINPRO.

A previsão é de que o sindicato realize no próximo sábado (26) uma assembleia para reunir os professores e discutirem os próximos passos, se não houver acordo entre as classes trabalhista e patronal, uma greve é cogitada para iniciar na segunda-feira (28).

Por Priscila CARVALHO

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