Professor: dom de ensinar com amor e dedicação

Professora Adriana Marconsen Rizatto, de 48 anos, divide o conhecimento há 21 anos. (Fotos: Arquivo PESSOAL)

De todas as profissões que existem, uma é essencial para a formação de todas as outras: o professor. Médicos, engenheiros, administradores, advogados ou qualquer outro profissional, nada seria se um professor não segurasse a sua mão e guiasse seu caminho, oferecendo seu conhecimento e sabedoria. A profissão de professor é de extrema importância se levarmos em consideração que é ele o grande responsável pela formação de todos os que frequentam uma escola – não somente do ponto de vista educacional, mas também humanístico.

O dia de 15 de outubro (comemorado nesta segunda-feira) foi reservado para homenagear os profissionais responsáveis pela Educação Infantil, Ensino Fundamental, Médio e Superior, que são tão especiais e importantes para formação do cidadão. A data foi decretada em 1827 pelo então Imperador do Brasil. Até hoje, em todo o país, professoras apaixonados pela missão de ensinar celebram o dia.

Dedicação e amor
“O professor tem que ter brilho no olho e renovar todos os dias a esperança na educação, em seus alunos e na sociedade em geral”. É com esse pensamento que a professora Adriana Marconsen Rizatto, de 48 anos, procura repassar em sala de aula seu conhecimento. São 21 anos na profissão, 19 deles na Escola Municipal João José Feres, na Vila Toninho. Professora Adriana ensina alunos do 1º ano do ensino fundamental, disciplinas como matemática, língua portuguesa, ciências, história e arte. “Sou encantada e apaixonada pela alfabetização e trabalhar com essa turma é muito especial. Tenho um carinho muito grande por eles”, disse.

A vontade de ser professora surgiu ainda na infância e foi concretizada com a oportunidade de cursar o magistério em Potirendaba, cidade natal. Com aulas divertidas, criativas e cheias de atividades diferentes, Adriana conquistou seus alunos com sua maneira descontraída em dar aula. “Ser professora é entender que cada aluno é especial e buscar desenvolver o melhor lado de cada aluno. Gosto de trabalhar questões pertinentes como sustentabilidade, a importância com a reciclagem e questões da natureza. Aqui plantamos flores, colhemos verduras na hortinha da escola, ensinamos cuidados com animais, entre outros”, ressalta.

Segundo Adriana, essas atividades aproximam mais os alunos e despertam desenvoltura através da prática dessas ações, com o aprendizado. A professora reconhece o desafio da profissão é imenso e vai além de garantir a qualidade no ensino, como conseguir a permanência do aluno na escola, melhores condições de trabalho e investimento na área.
“Nossa maior recompensa é ver o brilho nos olhos dos alunos, a alegria e o sorriso no lábio de cada um, ver a satisfação pela descoberta do aprendizado e o crescimento individual. Tudo isso faz valer a pena”, destaca Rizatto.

Inspiração nos mestres

Desde pequena, ainda aluna, Ester Paula Corrêa Silveira já sabia qual profissão pretendia seguir na vida: professora. A inspiração surgiu dentro da sala de aula, nos ensinamentos dos mestres. “Da Educação Infantil ao Ensino Superior tive excelentes professores, dos quais sempre me orgulhei e desenvolvi uma enorme admiração. Desta forma, quando me vi escolhendo que profissional eu seria, entendi que me realizaria sendo como um dos meus professores. E me inspiro neles, todos os dias, em sala de aula”, afirma.

Ester Silveira tem apenas 23 anos e é professora do quinto ano – para alunos de 10 a 11 anos – da Escola Municipal Álvaro Luiz Angeloni, bairro Lealdade Amizade. Ela reconhece que a profissão é desafiadora e o educador é posto à prova frequentemente ao lidar com alunos dos mais diversos perfis sociais e econômicos.

“Trabalhar com pessoas é sempre desafiador, uma vez que são todas diferentes, cada qual representa sua realidade e seu ritmo de aprendizagem. Nas aulas, busco me entregar por completo para que o trabalho seja cumprido. Além dos conteúdos curriculares, entendo que é necessário trabalhar questões da vida, como administrar seus problemas e conflitos, ver no próximo um semelhante e o respeite acima de tudo”, aponta.

 

Por Vinícius MAIA

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