Produtos veganos são cobiçados por brasileiros

Foto Divulgação

Comemorado em várias partes do mundo, o 1º de novembro é dedicado ao Dia Mundial do Veganismo, estilo de vida que exclui o consumo de qualquer produto de origem animal. De acordo com pesquisa realizada pelo IBOPE Inteligência e encomendada pela Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), 55% da população têm interesse em consumir mais produtos veganos no Brasil.

Além da mudança de hábitos relacionada ao consumo de roupas, acessórios e cosméticos, por exemplo, a transição da alimentação também requer cuidados e atenção, para que o organismo se adapte ao novo cardápio. Segundo Cyntia Maureen, nutricionista e consultora da Superbom, é fundamental que essa mudança seja feita de forma gradual, eliminando os produtos de origem animal das refeições em um dia da semana e, depois, estender para outros dias aos poucos.

O servidor público Lucas Vinci, de 35 anos, aderiu à vida vegana há dois anos. O motivo? Posicionamento ético perante o sofrimento dos animais. Ao contrário de que muitos pensam, o jovem não demorou em se adaptar ao novo estilo de vida. Lucas conta que a vontade de fazer algo em favor dos animais começou quando ele teve contato com alguns grupos que falavam sobre o mundo vegano. O primeiro passo foi se tornar um vegetariano, claro que aos poucos, pois seu organismo estava habituado a consumir carne diariamente. “Durante esse período achei um livro na casa da minha mãe sobre alimentação natural, que me ajudou muito na transição para o vegetarianismo. No começo, era difícil, mas depois que deslanchou foi sossegado. Quando percebi, já tinha me tornado um vegano”, contou Vinci.

Lucas ainda conta que atualmente se sente muito bem, tanto na saúde física, quanto em sua consciência para com os animais. “Minha maior felicidade é saber que não estou contribuindo com o sofrimento animal. Não tenho do que reclamar. Só me arrependo de não a ter feito antes”, completou o jovem.

Confira abaixo algumas dicas que podem facilitar o processo de transição:

Orientação profissional: é importante procurar avaliação médica e realizar exames periódicos, além de consultar como devem ser feitas as substituições corretas e evitar deficiência nutricional.  “A vitamina B12, por exemplo, é encontrada em carnes, ovos e laticínios, e sua ausência pode causar anemia e distúrbios sanguíneos, por isso é importante consumir diariamente outros alimentos que possuem essa vitamina, como cereais integrais e proteínas à base de soja e de ervilha”, explica Maureen.

Substituições: além de incluir alimentos ricos em nutrientes, como feijão, lentilha e grão-de-bico nas principais refeições, a nutricionista aponta que também é válido procurar por snacks saudáveis e sem insumos de origem animal, como uma solução para aquela fome repentina.

Fazer as próprias refeições: uma maneira de se adaptar ao novo hábito alimentar é preparar as refeições, aprendendo a ter ideias de pratos veganos e saudáveis, para diversificar o cardápio, redescobrir o próprio paladar e ainda ter um controle maior da qualidade dos alimentos consumidos. Colaborou Thais LOBATO

 

Da REPORTAGEM

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