Procura pelo serviço de mototáxi cai até 80% em Rio Preto, após casos de coronavírus

Foto- Cláudio Lahos

Os mototaxistas estão sentindo o impacto do novo coronavírus em Rio Preto. A categoria diz que caiu o número de passageiros. Além do impacto financeiro, a maior preocupação é com o risco de contágio do Covid-19 entre uma corrida e outra.

Depois que o comércio fechou as portas, diminuiu o movimento de passageiros de norte a sul da cidade. Helena Demore, proprietária de um ponto de mototáxi na região central, está preocupada com a situação.

Dhoje Interior

“Estamos evitando carregar pessoas, produtos para entrega é uma corrida ou outra. Não sabemos o que vamos fazer da vida. Tenho dinheiro para manter até dois meses meu negócio, em 20 anos de profissão nunca vivi algo do tipo. O movimento caiu aproximadamente 80%, antes eram dez funcionários trabalhando diariamente, agora estou com apenas dois”, salientou.

Para amenizar o prejuízo financeiro, Bruno Daniel dos Santos Menino, proprietário de um ponto de mototáxi na região Norte da cidade, irá aderir ao modelo home office.

“Temos nosso aplicativo, então nos próximos dias estarei administrando esse serviço de casa. Não compensa ter um espaço físico somente pra isso, hoje, são vários custos. Apesar da queda de corridas no transporte de pessoas, houve uma adesão de alguns clientes para a entrega de produtos, porém, a demanda não substitui a queda de passageiros. A preocupação é sobre as consequências econômicas quando tudo isso passar”, observou.

Em outro ponto de mototáxi, também localizado na Região Norte, o proprietário organizou a jornada dos funcionários por meio período.

“Os motoqueiros estão desesperados, eles vão trabalhar com medo. A equipe trabalha meio período, um exemplo é que em um intervalo de 2h30 fizemos duas corridas, então está muito fraco. Em dias bons fazemos, no mínimo, 50 corridas”, disse o empresário que preferiu não se identificar.

“Eu fazia 15 corridas por dia, agora faço três. Estou tentando sobreviver com entrega, mas com o fechamento de quase tudo está difícil”, finalizou um mototaxista que não quis ser identificado.

Por Mariane Dias