PRESÍDIOS – Criatividade para infiltrar ilícitos

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Alface de maconha, feijoada de entorpecente, rocambole recheado de celular, LSD no papel higiênico e até  suco de bebida alcoólica foram flagrados com visitantes que tentavam levar drogas e objetos proibidos para os familiares e amigos detidos em unidades prisionais 

Para levar maconha ao marido que está detido no Centro de Detenção Provisória de Rio Preto, uma mulher abriu toda a barra da blusa e costurou novamente, mas dessa vez, recheada de droga. Ao notar um volume estranho na peça da roupa que a mulher vestia ao passar pelo body sacanner, equipamento de escaneamento de corpo inteiro, agentes penitenciários notaram que uma erva esverdeada escapava por um pequeno buraquinho da roupa.

Dhoje Interior
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Ela tentava entrar na penitenciária com maconha que seria entregue ao detento. A mulher foi encaminhada ao plantão policial e teve o nome suspenso do rol de visitas. O companheiro dela, que receberia a droga, terá de responder a Procedimento Disciplinar.
Esse não é um caso isolado nas penitenciárias do Estado de São Paulo. Diariamente familiares e amigos de presos são detidos tentando entrar nas penitenciárias com drogas, celulares, remédios e até bebidas alcoólicas.

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A criatividade aparece em todos os casos. Vão desde entorpecentes escondidos no meio da comida até comprovantes de transações bancárias no meio de absorvente. Até um drone foi usado na tentativa de levar objetos para dentro dos presídios.
Todos os visitantes flagrados são excluídos do rol de visitas e levados à Delegacia de Polícia Civil mais próxima.

 

Alguns casos
Agentes que trabalham nas muralhas dos presídios avistaram um drone sobrevoando as Penitenciárias II e III de Lavínia. O aparelho tinha amarrado em sua base uma linha de dez metros de comprimento com uma sacola plástica e, por vezes, tentou baixar na laje das unidades, o que foi impedido pelos disparos de arma de fogo, até que perdeu o controle e caiu próximo a duas torres do presídio. Na sacola havia 14 celulares, 14 carregadores um fone de ouvido.

Já na penitenciária de Mirandópolis, agentes penitenciários encontraram diversos extratos bancários com movimentações financeiras camufladas dentro de um absorvente, durante o procedimento de revista corporal com uso do scanner, na companheira de um sentenciado.
Três mulheres foram flagradas tentando entrar, de uma só vez, com maconha escondida no meio de alimentos, na unidade penitenciária de Presidente Bernardes. Em um dos casos, o entorpecente estava escondido entre as folhas de um pé de alface.

 

Por Thais COVRE