Presidente da Câmara, Paulo Pauléra diz que “cabe a Rillo” provar acusações

Pauléra não ‘entrou’ em polêmica, mas disse que Rillo deve provar suas acusações (Foto:^Ygor Andrade)

No início da semana, o vereador Marco Rillo (PT) acusou o presidente da Câmara Municipal de Rio Preto, Paulo Pauléra (PP), de utilizar contratações para fazer da Casa um cabide eleitoral.

As acusações vieram de Rillo após a confirmação da contratação de duas empresas que fornecerão serviços de limpeza, conservação, zeladoria, eletricista e entregador, entre outras funções, ao Legislativo.

Os valores chegam a pouco mais de R$ 1 milhão para a contratação das empresas Facilities Ltda e LM Serviços de Agenciamento de Mão de Obra Eireli.

“O (presidente) Pauléra usa a Câmara para fazer campanha antecipada. Eu não tenho medo de falar, a Câmara virou cabide eleitoral, isso aqui não é brincadeira e o Ministério Público fica dormindo”, disse Rillo na sessão.

O DHoje entrou em contato com o vereador petista para esclarecer a ‘confusão’. Rillo disse que só enfatizou as contratações com viés políticos feitas por Pauléra.

“Ele contratou terceirizada, gente que não precisava para continuar usando a Câmara como reduto eleitoral”, disse o vereador, citando cinco pessoas do Distrito de Engenheiro Schmitt que foram contratadas, segundo ele, nessas condições. “Eu não devo satisfação ao Pauléra e, se ele quiser que eu prove, é só me processar que falo em juízo”, declarou.

O presidente da Câmara também foi procurado pela reportagem para rebater as acusações. Questionado, Pauléra foi direto ao dizer que lamenta a postura e discussão em plenário.

“Estamos na Câmara para debater projetos de interesse da população. A contratação de funcionários é uma questão meramente administrativa. A quem acusa cabe provar o que diz. Nossa administração é transparente”, comentou o vereador.

O vereador também foi perguntado se, com essa atitude (as acusações), não seria uma forma de Rillo estar fazendo campanha antecipada.

“Cada político tem sua maneira de fazer política. Cada um é responsável por seus atos. Não julgo ninguém”, finalizou o vereador Pauléra.

Por Ygor Andrade

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