Presas por adoção ilegal em Rio Preto são liberadas pela Justiça

Mãe biológica e acusada de ficar com o bebê após o parto foram soltas após audiência

A balconista K.C.F., 19, e a auxiliar de limpeza L.D.P.R., 45, presas por adoção ilegal em uma operação da DDM (Delegacia da Mulher), realizada na madrugada da quarta-feira (22/5), em Rio Preto, passaram por audiência de custódia na manhã de ontem (23/5), no Fórum Central do município, e vão responder pelo crime em liberdade.

O caso continua sendo investigado pela DDM rio-pretense e o inquérito deverá ser concluído em 30 dias. “Os celulares das envolvidas foram recolhidos para análise. São mensagens carinhosas, mas estamos aguardando o laudo técnico para confirmar se houve algum tipo de depósito bancário para que a adoção do bebê fosse feita. Mesmo assim, o fato da auxiliar de limpeza ter fornecido as passagens para a gestante já é um delito”, explicou a delegada da Mulher, Dálice Aparecida Ceron.

O menino, que nasceu no dia 8 de maio, na Santa Casa rio-pretense, foi recolhido pela Vara da Infância e Juventude e está no projeto Teia. Se nenhum familiar da criança manifestar desejo em criar o bebê, ele será inserido na lista de adoção.

O juiz da Vara da Infância e Juventude, Evandro Pelarin, ouviu a mãe biológica que não manifestou desejo em ficar com o filho.
Sobre a operação

K. foi flagrada pelos investigadores no Terminal Rodoviário tentando embarcar para Cascavel/PR, onde mora. De acordo com a Polícia Civil, a jovem teria dado à luz a um menino em Rio Preto e entregado a criança para a auxiliar de limpeza L. O bebê foi encontrado no apartamento da mulher, na Vila Clementina.

De acordo com a Polícia Civil, a jovem vive em situação vulnerável e teve uma gravidez indesejada. Uma denúncia anônima informou que ela e a auxiliar de limpeza se conheceram na Internet, por meio de um grupo nas redes sociais formado por mulheres interessadas em adoção.

Por Karolina GRANCHI   

COMPARTILHAR

SEM COMENTÁRIOS