Preço dos itens escolares tem variação de 100% entre papelarias

Pequeno Luan Vitor, 8 anos, com os pais Vera e Roberto, escolhe parte do material escolar para o ano letivo de 2018. Compra total da lista acabou em pouco mais de R$ 200. Foto Guilherme Batista

“Pesquisar primeiro. É a primeira coisa que a pessoa deve fazer, porque a diferença de uma papelaria para outra é de quase 100%.” A frase do diretor do Procon, Arnaldo Vieira, orienta os pais para economizar na hora de comprar o material escolar dos filhos. Porém, tanto os pais rio-pretenses quanto os da região não andam seguindo essa dica.
Apenas um entrevistado do Jornal Dhoje afirmou que pesquisou antes de finalizar a lista de material do filho. Para Vieira isso pode acabar afetando as contas do consumidor no final do mês. “Um caderno com a capa do Homem Aranha que custa R$ 15, em um local, ou até no mesmo local, pode custar R$ 7, sendo o mesmo caderno, mas sem a capa desejada pela criança. Esse é só um exemplo. Então, os pais devem prestar atenção, principalmente, nesta época do ano com várias contas para pagar, como o IPVA, o IPTU, contas do Natal, por isso, indicados a pesquisa de preço”, afirmou.
Na contramão da orientação do Procon, a dona de casa Elaine Xavier, mãe de três filhos, acabou gastando R$ 350 para comprar o material escolar das crianças.

“Nem pesquisei. Só vim direto e comprei. Não dá tempo”, afirmou ela.

Outra que não se preocupou com a economia dos materiais foi Regiane Silva, que trabalha na área da educação e mora em Penápolis. “Não pesquisei. Comprei toda a lista de material aqui mesmo (Rio Preto)”, afirmou.
Morador de Dolcinópolis, o contador Wellington Carlos, 31 anos, também não pesquisou para comprar o material para os filhos. “Não pesquisei. Vou comprar tudo aqui mesmo”, disse ele, que esperava gastar R$ 200.
Quem também ficou na média dos R$ 200 foi o segurança Roberto Sanches, 55 anos, que não fez nenhuma pesquisa para comprar o material do filho. “O preço é tudo igual. Muda muito pouco. Na verdade, ele que escolheu vir aqui (Kalunga) para comprar. Já gastamos R$ 200”, afirmou Sanches.
A única entrevistada que realizou a pesquisa e, mesmo gastando R$ 200, conseguiu fazer uma economia de R$ 30, foi a vendedora Andreia de Castro, 46 anos.

“Fui a quatro lugares fazer pesquisa e consegui uma economia. O material para minha filha é pouca coisa. Mesmo assim pesquisei e acabei gastando R$ 200”, finalizou.

Por Marcelo SCHAFFAUSER

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