Preço do gás de cozinha pode chegar a R$ 80

O gás de cozinha residencial (GLP) aumentou 5% nas distribuidoras e o GLP industrial e comercial 3%. O anúncio foi feito pelo Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás) e confirmado pela Petrobras. Em Rio Preto, o preço médio do botijão que é de R$ 72, deve passar para R$ 75. O valor máximo praticado na cidade deve chegar a R$ 80.

De acordo com o presidente da Associação dos Revendedores de Gás de Rio Preto, Eder Freitas, será difícil não repassar esse reajuste para o consumidor final, visto que houve o dissídio da categoria no mês de setembro, com um aumento de 4% para a categoria e agora esse reajuste anunciado pela Petrobras.

Os aumentos são médias, pois o valor terá variação, para maior ou menor, dependendo da área de distribuição nacional, segundo o Sindigás. O preço para o consumidor final poderá ser diferente, pois as distribuidoras acrescem ao percentual de aumento os custos com mão de obra, logística, impostos e margem de lucro.

Eder conta ainda que o mercado está desvalorizado e os estabelecimento clandestinos acabam dificultando o trabalho de quem são regularizados. “A vinculações dos preços dos derivados de petróleo ao mercado internacional atrapalha internamente, assim como a retração da economia”, explica.

A comerciante Gisele Regamonti gasta, em média, seis botijões por mês para o preparo de marmitas e outras delícias. Ela diz que o aumento vai impactar diretamente no seu orçamento.

“A concorrência está aí e eu não posso aumentar o preço do meu produto, então o jeito vem sendo substituir alguns alimentos para não repassar o reajuste para os clientes”, conclui.

Por Vinícius Lopes

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