Preço do etanol deve continuar em alta, segundo Sincopetro

Para abastecer no menor preço, rio-pretenses criaram até grupos de whatsapp

Após dias de queda de preços nos postos de combustível de Rio Preto, o etanol voltou a sofrer reajustes repassados ao consumidor. No mês de julho, o litro do combustível chegou a custar entre R$ 2,19 e R$ 2,29. Hoje, os consumidores não encontram o combustível por menos de R$ 2,69 o litro.

De acordo com o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo (Sincopetro) de Rio Preto, Roberto Uehara, os donos de postos estão em momento de recomposição de caixa.

“Viemos de quedas sucessivas de preço da refinaria para a distribuidora, somando Petrobras e ICMS. Mesmo assim, nesse período, a gasolina nas bombas baixou bastante, com quedas de até R$ 0,20”, explicou.

Ainda segundo ele, a diferença dos valores foi absorvida pelas próprias distribuidoras e revendedoras.

Alexandre de Moraes, especialista no setor sucroalcooleiro, disse que não é comum um aumento nesta época do ano, já que estamos no pico da colheita.

“O que pode ter contribuído com o aumento são questões como a alta no consumo, baixas temperaturas e período de florescimento das lavouras”, ressaltou.

Já a Unica (União da Indústria de Cana de Açúcar) informou que a paralisação da colheita em dias de chuva prejudicou os preços, uma vez que por ser colheita mecanizada as colheitadeiras não entram no solo úmido.

Para tentar encontrar o local com o preço do combustível mais em conta, algumas pessoas criaram um grupo de WhatsApp para informar aos motoristas os postos com os preços mais atrativos.

“Trabalho com representação e por isso acabo abastecendo em diferentes locais. Para ajudar os demais, acabo publicando fotos no grupo sobre os valores praticados hoje”, explicou Antônio Fernandes.

Com gasolina, o motor rende mais que o etanol. Muitos proprietários fazem a equação dos 70%. Se o preço do etanol for menor que a gasolina nessa proporção, seria mais viável o combustível da cana. Considerando os valores médios da pesquisa mais recente da ANP.

Por Jaqueline BARROS

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