‘Prato feito’ está mais caro em Rio Preto

Com alta no preço, ‘prato feito’ pode ficar indigesto (Foto: Cláudio Lahos)

O tradicional ‘prato feito’ que nenhum brasileiro resiste está ficando cada vez mais caro. Isso porque os preços do arroz, feijão, carne, batata e do ovo pesaram mais no bolso do consumidor nos últimos meses.

A alta desses produtos supera a inflação geral do país, de 3,27% em 12 meses até novembro, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O item que mais contribuiu para a alavancada dos preços foi a carne bovina, que bateu o recorde no campo no mês passado, tendo aumento de até 50% vem alguns cortes nas últimas semanas. O feijão, o ovo e a batata não ficaram para trás. Nos últimos 12 meses, até novembro, o preço médio do feijão carioca subiu 42,88%.

De acordo com o economista Rafael Mantovani, a queda na área de plantio e a falta de chuvas afetaram a primeira safra do feijão no estado, recuando 8,5%.

“O Estado de São Paulo é o segundo maior produtor da primeira safra do grão. Os preços devem permanecer altos até o fim deste mês”, explica.

Em relação a batata, o quilo ficou 12,46% mais caro, a dúzia de ovos brancos subiu em média 8,84%. O único ingrediente que ficou mais barato foi o arroz, que teve um recuo no preço de 0,20%.

Para o economista, o aumento desses produtos aconteceu devido ao período e o clima não favorável ao plantio.

“No caso da batata, a baixa remuneração recebida no ano passado agravou o quadro do agricultor, que reduziu o plantio deste ano. O aumento do ovo veio devido a alta do milho, vitaminas e outras vitaminas importadas”, conta Rafael.

Gisele Marques é gerente em um restaurante na Avenida Potirendaba e teve que repassar o valor para o consumidor. “Nós tentamos segurar os valores e tentamos alternativas como trocar fornecedores e os tipos de carne, mas tivemos que acrescentar R$ 2 no preço, aumentando de R$ 10 para R$ 12”, informa.

O vendedor Marcos Silva ainda vê vantagem em comer fora todos os dias, mesmo com o aumento no preço. “Se for parar pra comprar os produtos no mercado, vai gastar muito mais, além de necessitar do tempo para preparar”, ressalta.

Isabela Sanches também almoça no local todos os dias e diz que o valor vai acabar pesando mais no bolso no final do mês. “De cara, não parece um aumento alto, porém, eu sei que vai alterar meu orçamento mensal. Se continuar assim vou ter que repensar meus almoços”, avalia.

A dica, segundo o economista, é pesquisar bastante e rever os pratos. “Pra quem trabalhar no ramo alimentício, o melhor é usar a criatividade e repensar o que vai compor os pratos. Já para quem prefere cozinhar em casa, o melhor a se fazer é analisar no que cabe no bolso”, finaliza.

Por Vinícius Lopes