Policial civil e advogado são presos em operação do Gaeco

Prisão - Suspeitos foram levados para a Corregedoria da Polícia Civil de Rio Preto, onde foram interrogados

Em uma ação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e a Corregedoria da Polícia Civil de Rio Preto, seis pessoas, incluindo o policial civil Gilberto Donizete Gonzaga e o advogado Luciano Ferrarezi do Prado, foram presas ontem, suspeitas de sequestrar e extorquir a mulher de um traficante, que está na cadeia há cerca de um ano e meio por ser pego com um caminhão portando uma tonelada e meia de maconha.

Segundo informações da Corregedoria, os outros presos são Paulo Bianchi, junto com sua esposa e filha, além do outro policial civil Devair Souza Júnior, que está foragido.

A operação chegou até a quadrilha após um processo de investigação criminal instaurada para apurar crimes de extorsão mediante sequestro e lavagem de dinheiro, cometidos por componentes de uma organização criminosa, entre eles dois policiais civis e um advogado.

Ainda segundo a Corregedoria, depois de extorquir a esposa do traficante, conseguindo R$ 120 mil, além de uma caminhonete, o grupo sequestrou a mulher exigindo mais uma quantia de R$ 70 mil. Porém, após dois dias em cárcere, ela foi solta e procurou o Gaeco para fazer a denúncia.

A quadrilha então passou a ser monitorada pelo Gaeco e a Corregedoria e acabou desmantelada na manhã de ontem. Ao todo foram cumpridos sete mandados de prisão temporária e mandados de busca e apreensão, além de medidas para bloqueio de bens.

Até o fechamento desta edição, houve a apreensão de cinco veículos, dentre eles um automóvel de luxo pertencente à mulher do traficante e encontrado em poder de um dos investigados, além de R$ 40 mil, em cheques e aparelhos de telefone celular.

As duas mulheres presas foram encaminhadas para a cadeia de Nhandeara. Paulo Bianchi e Luciano Ferrarezi foram levados para Santa Fé do Sul, enquanto o policial civil Gilberto Donizete Gonzaga já foi levado, ainda na tarde de ontem, para o presídio da Polícia Civil, em São Paulo.

Fonte: Marcelo SCHAFFAUSER – Redação jornal DHoje Interior 

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