Policiais realizam campanha “Luto pela Polícia Civil”

Foto: Divulgação

Nesta segunda-feira (12), policiais civis do 3º Distrito Policial de Rio Preto aderiram à campanha “Luto pela Polícia Civil”, em que policiais de todas as carreiras protestam usando uma faixa preta no braço.

O movimento, idealizado pelo Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp), em parceria com a Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Adpesp), tem como objetivo mostrar que, mesmo sob péssimas condições de trabalho e recebendo o pior salário do país, os policiais civis paulistas permanecem firmes em seu compromisso de agirem em favor da sociedade.

O protesto acontece em todo o Estado, conforme a adesão das unidades. Segundo o sindicato, não haverá paralisação e todo o trabalho transcorrerá normalmente. Se perguntado pelo cidadão, o policial responderá que a faixa representa luto pela Polícia Civil, sucateada de forma implacável pelo Governo de São Paulo, nos últimos anos.

As entidades, desde o começo deste ano, passaram a trabalhar unidas em favor do resgate da dignidade da Polícia Civil.

Para incentivar os policiais a participarem da campanha, os presidentes das entidades gravaram mensagens em vídeo que foram distribuídas em grupos de Whatsapp e publicadas nas redes sociais.

10 mil faixas pretas foram confeccionadas para distribuição gratuita ao policial que quiser aderir. Além da Capital e de Rio Preto, algumas unidades de São Bernardo do Campo, Campinas, Rosana e da região do Vale do Paraíba também entraram na campanha.

De acordo com o delegado responsável pelo 3º DP, Renato Pupo, o movimento tem ganhado adesão de toda a Polícia Civil e é uma oportunidade para mostrar o descontentamento. “O luto vem como sinônimo de tristeza demonstrada de forma antecipada para evitar que a polícia morra. Não é uma afronta à administração e tampouco prejuízo para a população, já que trabalhamos normalmente, porém com este sinal no braço, que é um direito de todos, mostramos que é uma tristeza a forma como estamos sendo tratados”, disse.

Sucateamento da Polícia Civil

Hoje, o Delegado de Polícia de São Paulo recebe o salário mais baixo do país, comparado a todas as polícias judiciárias dos estados da federação. A imensa parte das delegacias está em condições ruins, são locais quase insalubres para trabalhar. Viaturas precisam ser consertadas pelos policiais. Tinta e papel para impressora são escassos. Até papel higiênico falta em algumas unidades.

Segundo o sindicato, a polícia judiciária é a única capaz de reunir provas para, de fato, prender organizações criminosas. Com a sua capacidade investigativa limitada de propósito pelo Governo do Estado, a criminalidade cresce e a população é a maior prejudicada.

Da REPORTAGEM

(Colaborou Arthur AVILA)

 

 

 

 

 

 

 

 

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