Polícia procura por vítimas de imobiliária e loja de móveis

Dois boletins de ocorrência, registrados inicialmente como não criminais, por se tratarem de declarações individuais, podem se transformar em investigações de casos de estelionato, caso novas vítimas de uma imobiliária e de uma loja que vendia móveis planejados apareçam para dar queixa.

Um aposentado de 69 anos, morador na Vila Santa Cândida, denunciou um estabelecimento comercial que funcionava na rua Siqueira Campos, na área central de Rio Preto.

Segundo ele, pagou à loja R$ 1,6 mil para que entregassem um armário de aço no prazo de 60 dias. A compra foi efetivada no final de março deste ano.

Quando o prazo terminou e o produto não foi entregue, o idoso foi até o estabelecimento, em 22 de julho, e informaram que estava faltando material, tendo sido convencido a pagar mais R$ 1,5 mil por um armário de madeira. A mercadoria deveria ter sido entregue em 15 dias.

A vítima procurou a loja várias vezes para reclamar até que encontrou o local fechado. Além da polícia, o aposentado foi ao Procon, tendo sido orientado a ingressar no Juizado Especial Cível.

Outro caso lesou um repositor 19 anos, residente no Jardim Santo Antônio. Ele pagou R$ 2,1 mil a título de reserva de locação de imóvel para o representante de uma imobiliária, cuja sede funcionava na rua Domingos Coelho, no Jardim Maracanã.

De acordo com o jovem, ao retornar no estabelecimento para pagar o aluguel mensal de R$ 700 encontrou o lugar em estado de abandono, com as portas abertas e papeis espalhados.

Vizinhos informaram à vítima que uma semana antes veículos retiraram todos os móveis e que várias pessoas já estiveram na imobiliária e encontraram a mesma situação.

Daniele JAMMAL

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