Polícia investiga se bebê morreu por aspirar o próprio vômito

Foto: Cláudio LAHOS

As circunstâncias da morte de uma recém-nascida, de seis meses, ocorrida na manhã desta quinta-feira, na casa onde morava, no Jardim Congonhas, estão sendo investigadas pela Polícia Civil de Rio Preto.

No Plantão, a mãe do bebê, uma estagiária, de 22 anos, alegou que o marido estaria com suspeita de Covid-19 e que no último sábado, dia 16, teria passado o dia todo com a vítima e outra filha.

Dhoje Interior

Segundo a jovem, que compareceu na Central de Flagrantes para registrar o boletim de ocorrência, ela soube por uma conhecida do patrão do esposo que ele não estaria nem indo trabalhar por conta da quarentena.

Aos policiais, a declarante afirmou ainda que possui medidas protetivas contra o marido, tendo várias queixas sido feitas na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).

Em contato telefônico com o homem, que reside em Ouroeste, uma investigadora ouviu que não é verdade que ele esteja com suspeita da doença e que sofre de rinite alérgica, ficando, às vezes, resfriado.

O pai da vítima salientou ainda que a companheira tem problemas psiquiátricos, faz uso de medicamentos controlados e que está tentando culpá-lo pela morte do bebê.

Médico legista do IML (Instituto Médico Legal) informou ao delegado plantonista Marcelo Guarnieri Parra que não há sinal de violência na criança e nem qualquer indicação do novo coronavírus, sendo a causa do óbito asfixia mecânica por aspiração de conteúdo gástrico para os pulmões, tendo a recém-nascida provavelmente aspirado o próprio vômito.

As investigações seguem sendo feitas pelo 2º DP rio-pretense.

Daniele JAMMAL