Polícia investiga incêndio que matou idoso em asilo

A Polícia Civil investiga o incêndio que matou um idoso, de 63 anos, no Lar São Vicente de Paulo, na madrugada de quinta-feira, 22, em Rio Preto. A suspeita é de que um cigarro tenha causado o fogo.

O incêndio começou em uma poltrona que fica numa área externa do asilo. O local é destinado para fumantes. A vítima, João batista Pereira de Carvalho, estava nesta móvel, onde o fogo teria começado. O idoso morava no local desde o falecimento da mãe e da irmã há 2 anos.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e controlou as chamas rapidamente. Duas enfermeiras que estavam trabalhando no momento do incêndio passaram mal e foram socorridas para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do bairro Jaguaré. Elas inalaram bastante fumaça, mas já receberam alta.

Cerca de 80 idosos passam pela casa de repouso. Metade deles mora no local e a outra parte só passa o dia. Apesar do susto, eles não ficaram feridos. O incêndio não comprometeu a estrutura do prédio.

No local, existem câmeras de segurança e as imagens serão entregues a polícia para investigação. Segundo a advogada do lar, Tatiana Maciel, ainda não é possível identificar como tudo aconteceu. “As imagens serão apuradas no momento oportuno. Não temos ideia do que aconteceu. O idoso estava sentado nesta poltrona quando o fogo começou. Ele estava sozinho no local no momento do incêndio”, conta.

A perícia esteve no local para apurar as circunstâncias do incêndio. Um laudo do IML (Instituto Médico Legal) vai apontar a causa da morte do idoso. O corpo dele será sepultado nesta sexta-feira, 23, no Cemitério Municipal de Potirendaba.

CÂMERAS DE SEGURANÇA

Esse sistema de câmeras no Lar São Vicente de Paulo seria inaugurado nesta sexta-feira, 23. Esse benefício foi possível graças à aplicação de recursos do Fundo Municipal do Idoso para o atendimento de situações emergenciais de lares e asilos. O lar seria o primeiro a ser inaugurado esse sistema. O Lar de Engenheiro Schmitt, Lar Esperança e La de Bethânia também terão câmeras de monitoramento.

Por Vinícius LOPES

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