Polícia investiga fratura de criança internada no HCM

Foto Divulgação

A família de uma criança de 11 anos procurou a polícia para registrar um boletim de ocorrência contra o Hospital da Criança e Maternidade (HCM), na tarde de domingo (9), em Rio Preto. A alegação é de que o menor foi internado para tratar de uma pneumonia e apareceu com as duas pernas fraturadas.

Segundo consta no boletim de ocorrência, a criança foi transferida de Mirassol para o HCM depois de um quadro de pneumonia e ficou internada na UTI, Unidade de Terapia Intensiva, do hospital. Depois de oito dias de internação, a avó da criança percebeu um inchaço e manchas roxas em uma das pernas da criança e procurou a enfermeira.

De acordo com a bisavó da criança, que não quis se identificar, ela é responsável pelos cuidados desde que o menor tinha nove meses. “Nós conseguimos a guarda da criança e cuidamos dela. A criança ficou internada há cerca de dois meses e passou a fazer uso do cilindro de oxigênio devido à dificuldade respiratória. Na noite de sábado (dia 1°), ele teve muita dificuldade de respirar, nós chamamos o Resgate e o atendimento foi feito na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Mirassol. A médica achou melhor transferir para Rio Preto para receber os cuidados necessários”, contou a idosa.

“Quando foi na noite de sábado (dia 8), a avó da criança foi ajudar a enfermeira a trocar a roupinha dela e percebeu a que a perna esquerda estava roxa. A enfermeira chamou o médico que pediu um exame de raio-x. No resultado, apareceu que a criança estava com a perna quebrada. O médico pediu o raio-x da outra perna e também estava quebrada”, completou a bisavó.

O menor possui paralisia cerebral e é acompanhado por familiares. “Eu não acho que ele quebrou a perna no transporte. O inchaço foi percebido só agora. Acredito que tenha acontecido alguma coisa dentro do hospital, mas não sabemos ainda”, disse a responsável pela criança.

Ainda de acordo com a bisavó, as pernas da criança ainda não havia sido engessada até a tarde de segunda-feira (10) e o médico responsável pelo atendimento ainda não havia passado para explicar o que aconteceu. “Só queremos saber o que aconteceu com ele e quando foi que quebrou as duas perninhas. Ele tem paralisia cerebral e dificuldades motoras graves, além de um problema no olho esquerdo. Ele precisa estar acompanhado 24 horas por dia”, completou.

A Polícia Civil vai abrir inquérito para investigar como aconteceram as fraturas e os motivos dos médicos da UTI não terem feito o diagnóstico antes. A família disse que vai acionar um advogado.

Por meio de nota, a assessoria do HCM informou que não houve queda durante a internação do paciente. “O complexo é credenciado pela Notivisa [Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária], sistema da Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] no qual qualquer queda dentro de nossas instituições é obrigatoriamente notificada às autoridades, seja qual for a origem da queda. Não houve, portanto, nenhuma notificação para o paciente”, diz trecho da nota.

O hospital reiterou ainda que segue investigando a situação e o quadro clínico do paciente e coloca-se inteiramente à disposição da família.

 

Por Bia MENEGILDO

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