Polícia Federal e GAECO deflagram operação Cadeia Alimentar

A Polícia Federal e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público de São Paulo (Gaeco) deflagraram, na manhã de sexta-feira (06), em ações paralelas, a Operação Cadeia Alimentar, para apurar crimes de fraudes em licitação, prevaricação e corrupção ativa e passiva de funcionários públicos estaduais.

Alvos são empresas e empresários do ramo de merenda escolar suspeitos de fraudes em licitação e corrupção ativa e agentes públicos estaduais suspeitos de prevaricação e corrupção passiva.

Ações coordenadas e simultâneas desenvolvidas pela Polícia Federal, GAECO, e Promotoria de Brodowski permitiram buscas, bloqueios e prisões, em diversas cidades do Estado de São Paulo.

A operação, resultado de investigações, iniciadas no ano de 2015, pelo GAECO e desmembradas pela Justiça Estadual, foram desenvolvidas paralelamente pela Polícia Federal e GAECO.

A investigação que permaneceu sob responsabilidade do GAECO tem como foco apurar pagamento de propina para agentes da Receita Estadual por empresário do ramo de carne, com sede Brodowski, para que reduzissem milhões de impostos devidos pela empresa.

A evolução da investigação identificou que, além da fraude fiscal e da prevaricação (redução do valor de autos de infração) dos agentes públicos em troca de suborno (corrupção ativa e passiva), a empresa havia se aliado a outras empresas do setor de proteína animal fraudando dezenas de licitações em vários municípios do Estado de São Paulo.

Identificado que verbas federais eram utilizadas para compra de carne para a merenda das escolas públicas por meio de licitações, esses fatos passaram a ser investigados pela Polícia Federal, tendo por foco desvendar o conluio entre as empresas para as fraudes licitatórias.

Para que não houvesse prejuízo das investigações desenvolvidas paralelamente perante a Justiça Estadual pelo GAECO (propina a agentes públicos para redução de tributos) e perante Justiça Federal, pela Polícia Federal (fraudes em licitações de merenda escolar), os órgãos deflagraram a operação simultaneamente.

Na ação, é pedido ressarcimento em mais de R$ 90 milhões.

 

Da Reportagem

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