Polícia Civil prende líder e integrantes do PCC

(Foto Divulgação Policia Civil)

No total, 17 pessoas foram identificadas e 12 já estão presas; elas eram responsáveis pelo ‘tribunal do crime’ na região, além de assassinatos, sequestros e tráfico de drogas

A Polícia Civil de Catanduva desarticulou a ação do grupo do Primeiro Comando Capital (PCC), facção criminosa que vinha atuando na região. Durante operação realizada na manhã de hoje, oito pessoas foram presas. Entre elas, o líder do PCC que atuava na região.
De acordo com o delegado Hélvio Bolzani, titular da Delegacia de Investigações Gerais de Catanduva, uma série de crimes como assassinatos e sequestros já vinham deixando pistas sobre a atuação da facção. Mas foi uma testemunha que ajudou a identificar os integrantes, entre eles, Antônio Reis dos Santos, conhecido como sintonia final 17, ou seja, chefe da facção em toda a região que engloba o DDD 17.

“E ele estava morando em Catanduva. Por isso era aqui que acontecia o tribunal do crime que é quando eles julgam e condenam as pessoas que quebram algumas das leis que compõem a facção. Na maioria das vezes a morte é a punição para quem é considerado culpado”, explicou o delegado.

No dia 23 do mês passado, duas pessoas, após serem sequestradas pelos integrantes da facção criminosa, foram mantidas em cárcere privado em uma chácara na zona rural de Catanduva. Após passarem a noite amarradas, foram levadas, no dia seguinte, à Bebedouro, onde seriam submetidas ao Tribunal do Crime. No cativeiro, entretanto, as vítimas conseguiram fugir após um descuido dos responsáveis pela vigilância do local. Uma delas foi capturada pela polícia e ajudou na identificação de 17 criminosos.

“Solicitamos e os mandados de prisões foram expedidos pela Justiça. Conseguimos prender hoje oito deles. Outros quatro já havíamos prendido nas últimas duas semanas”, afirmou o delegado.

A operação policial contou com a força operacional da Delegacia Seccional de Polícia de Catanduva e apoio dos policiais civis da Seccional de Bebedouro, da Delegacia de Mirassol e de Ibitinga. Quatro investigados já se encontravam presos no CDP de Icem, foram 12 mandados de prisões temporárias e outros 20 mandados de busca e apreensão cumpridos nas cidades de Catanduva, Mirassol, Bebedouro, Taiuva, Taiaçu e Ibitinga.

Durante as investigações, a DIG conseguiu solucionar alguns casos de homicídios. Entre eles a morte de Alexandre Pereira de Souza. O corpo dele havia sido encontrado em adiantado estado de decomposição em Catiguá, no dia 28 de outro do ano passado. Após ser julgada no tribunal do crime, foi brutalmente assassinada e seu corpo abandonado no município de Catiguá.

Thais COVRE – Redação Jornal DHoje Interior

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