Polícia Civil do Estado pede reestruturação e ameaça parar

Presidente - Do sindicato da categoria, Raquel Kobashi Gallinati (Foto: Divulgação)

O delegado geral adjunto da Polícia Civil de São Paulo, Waldir Covino, solicitou a diretoria da instituição a elaboração de um plano de contingência por indisponibilidade financeira. Segundo o delegado, é preciso investimento e melhorias para a Polícia Civil efetuar seu trabalho.

De acordo com Covino, a Polícia Judiciária passa por uma situação desordenada por falta de investimentos, algo que pode refletir no fechamento de unidades pela falta de recursos.
Segundo a presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (SINDPESP), delegada Raquel Kobashi Gallinati, a Polícia Civil vive momentos caóticos desde fevereiro deste ano. “Estamos sem verba para efetuar serviços básicos, como manutenção de viaturas, trabalho de limpeza nas delegacias, impressão de papéis, pagamento de água, luz e combustível. O dinheiro que temos não é suficiente para todo o Estado”, conta a delegada.

Dhoje Interior

A Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP) negou a falta de investimentos a Polícia Civil e completou que será feito um repasse de R$ 4,1 milhões a corporação.
Atualmente, a polícia possui R$ 15 milhões para manter todas as unidades do Estado. Valor insuficiente para suprir todas as repartições. “O repasse de R$ 4,1 milhões não será suficiente, precisamos, além deste valor, mais R$ 34 milhões”, conta a delegada.

De acordo com a presidente do sindicato, o valor ideal para manutenções básicas é de R$ 38 milhões. Ela reforçou que esta quantia seria apenas para as questões estruturais e gastos rotineiros em cada delegacia. “O valor total é apenas para questões básicas. Este montante seria suficiente para suprir até dezembro deste ano. Além desta verba necessária, temos ainda uma dívida no valor de R$ 41 milhões com o PRODESP”, explica.
Sem o repasse existe a possibilidade de paralização temporária em unidades da Polícia Civil. Uma situação que irá refletir diretamente na segurança da população. “É preciso que as políticas do governo do Estado olhem para nós. Estamos trabalhando de forma limitada e com sobre cargas de horas de funcionários”, conta Gallinati.

Diante da situação foi solicitada uma reunião pela presidente do sindicato com o governador Geraldo Alckmin. O objetivo é elucidar o cenário vivido, atualmente por toda equipe da Polícia Civil do Estado.

O delegado assistente do Deinter-5, Raymundo Cortizo, preferiu não comentar sobre o caso por não haver nada concreto sobre as possíveis mudanças e o que pode acarretar a falta de aporte do governo.

Além da Polícia Civil, a PRF também sofre com a falta de verba
No início do mês, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) anunciou a paralisação de parte dos serviços prestados na escolta de cargas superdimensionadas e escoltas em rodovias federais; policiamento e resgate aéreo; além disso, houve redução de viaturas em patrulhamento.

A PRF trabalha, atualmente em esquema de contingenciamento para reduzir gastos como energia e combustível. “Diante do contingenciamento de despesas, a Polícia Rodoviária Federal aqui em Rio Preto vai otimizar os serviços operacionais”, disse o inspetor da PRF Flávio Catarucci.

As rondas feitas pelos policias serão intercaladas, com paradas de maior tempo para fiscalização e contenção dos combustíveis.

O atendimento ao público feito na sede operacional reduziu o horário no expediente, atualmente o horário de atendimento é das 9h às 15h e não mais das 8h às 17h, para economia de energia elétrica. “Fora desse horário o cidadão poderá ser atendido diretamente na base operacional 24 horas por dia”, completou Catarucci.

Os serviços de atendimento de emergências e averiguação de crimes não foram afetados. Porém os pequenos acidentes, os próprios envolvidos ficam responsáveis por registrar a ocorrência pelo site da PRF (www.prf.gov.br/acidente).

Fonte: Mariane Dias – Redação jornal DHoje Interior