POLÊMICA: Escolas privadas contestam proibição do retorno das crianças às aulas

Foto: Claudio Lahos

A decisão da Prefeitura de Rio Preto, por meio da Secretaria de Educação, de permitir apenas o retorno das atividades escolares do ensino médio desagradou o Sindicato das Escolas Particulares do município (Sinepe). O decreto foi publicado nesta sexta-feira (25) e estabelece que os alunos da Educação Infantil e Ensino Fundamental 1 (1° ao 5° ano) continuarão sem aulas presenciais até o fim do ano letivo de 2020 tanto na rede pública como privada.

“Nós não concordamos com essa medida e achamos ela arbitrária. Nós conversamos com o prefeito e o secretário de saúde e pedimos para que pelo menos pudéssemos funcionar com 20% ou 30% da capacidade, que daria menos do que 18 alunos, mas não fomos ouvidos. Nosso sindicato atende cerca de 90 escolas na região e todas as elas fizeram um grande investimento para se adequar aos protocolos”, afirmou o diretor regional do Sinepe, Antônio Carlos Tozzo.

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De acordo com ele, a evasão foi grande nas escolas infantis. “Crianças com menos de quatro anos não são obrigadas a estar matriculadas em uma rede de ensino, por isso tivemos uma evasão considerável que impacta na receita dessas escolas, principalmente as infantis que estão sofrendo. Já no ensino fundamental, com a possibilidade de oferecer aulas online, a evasão não chegou a 3%”, explicou.

Apesar de não concordar com o decreto, o diretor afirmou que as escolas particulares seguirão as regras estabelecidas. “Queremos ver ainda a possibilidade de pelo menos voltar com as atividades socioemocionais”, complementou.

Sobre a volta as aulas no ensino médio, Tozzo, que também é diretor de uma entidade particular de ensino, disse que começará a conversar com os pais na segunda-feira. “Já temos cinco tipos de protocolos prontos, cada um para determinado nível de ensino. Faremos a medição da temperatura na entrada e disponibilizaremos álcool gel para os alunos. As carteiras foram disponibilizadas de forma que manteremos o distanciamento entre os alunos, entre outras ações”, comentou.

Durante a live da Prefeitura nesta sexta-feira (25), a secretaria de educação Sueli Costa falou sobre a medida decretada. “Esse decreto surgiu levando em consideração todo um trabalho de análise do Comitê Gestor de Enfrentamento ao Coronavírus para o retorno das aulas presenciais. Discutimos por mais de um mês com diferentes componentes além da Secretaria de Educação e também foi levado em conta todas as particularidades que compõem o ensino infantil e fundamental, que é um faixa etária bastante preocupante devido a dificuldade da manutenção das medidas de prevenção do vírus”, afirmou.

Sueli ainda afirmou que também foi considerado o questionário aplicado aos pais de alunos da rede municipal, no qual 74,9% se manifestaram contra a volta às aulas. “Foi detectada uma preocupação muito grande com esse retorno”, comentou.

As aulas presenciais no ensino médio podem voltar no dia 7 de outubro. O retorno às aulas presenciais para o Ensino Fundamental 2 (6° ao 9° ano) ainda será analisado.

Por Vinicius LIMA – redação Jornal DHoje Interior