Pesquisa sobre incidência de AIDS leva informação e ganha prêmio

Uma das autoras da pesquisa, a aluna do sexto ano de medicina, Aryane Martininghe e professora e orientadora Tatiane Iembo

Realizada entre o ano de 2016 até a metade de 2017, uma pesquisa com 100 pessoas acima dos 50 anos, feita na UBS do Parque Industrial, em Rio Preto, sobre a incidência e conhecimento da AIDS na terceira idade, foi premiada como melhor trabalho na modalidade pôster no V Encontro Científico do SUS.

Autoras do projeto, as alunas Natiele Zanardo Carvalho, Uriele Silva Rezende e Aryane Martininghe da turma dois da faculdade de Medicina FACERES, tiveram a orientação das professoras Tatiane Iembo e Patrícia Fucuta.

Dhoje Interior

“As três alunas faziam estágio na UBS e elas perceberam que as pessoas mais idosas tinham desconhecimento sobre as DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis). Então, foi pensando uma ação de saúde para levar a informação para eles. Tivemos a ideia de montar um panfleto e aplicar um questionário. Aplicávamos o questionário antes, dávamos alguns minutos para eles analisarem o panfleto e depois eles respondiam de novo o questionário para ver se aquele panfleto trouxe informações importantes. Vimos que só com essa ação muitas dúvidas foram sanadas. Eles conseguiram responder corretamente depois”, afirmou Tatiane Iembo.

“Perguntamos se era transmitido através do contato, se usar o mesmo talher adquiria a doença e muitos respondiam que sim. Então, a base deles sobre a doença era bem baixa. Com o panfleto foi comprovado, estatisticamente, que resolvia levar essa informação”, ressaltou Aryane Martininghe, que completou.

“Concluímos que na área de São José do Rio Preto houve uma diminuição dos casos de DSTs. Os idosos estão mais vulneráveis. Se compararmos um idoso com um jovem, ele é mais vulnerável devido à saúde, a resistência, a contrair uma infecção. Então, acho que falta um pouco dessa visão para o idoso”.

Segundo a coordenadora da pesquisa, o trabalho mostrou que tem muitos idosos com AIDS em Rio Preto, sendo que 59% têm parceiro fixo e 87% não usam preservativos.

“O legal é que uma pequena ação de saúde ajudou a tirar as dúvidas e levar informação. Agora vamos encaminhar o trabalho e o artigo para a Secretaria de Saúde e mostrar que qualquer ação de saúde ajuda a levar a informação”, finalizou Tatiane Iembo.

Por Marcelo Schaffauser